Por causa do coronavírus, ovos de Páscoa seguirão nas prateleiras

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A crise do coronavírus derrubou as vendas da Páscoa neste ano – segundo a empresa de análise de crédito Boa Vista, a queda em relação a 2019 foi de 33%. Esse desempenho levanta imediatamente a pergunta: o que fazer com todos os ovos de chocolate que acabaram não sendo vendidos? Fabricantes e varejistas já apresentaram sua proposta: manter os produtos nas prateleiras até o fim do mês.

As empresas mais diretamente envolvidas com a comercialização dos chocolates decidiram prorrogar até o dia 30 de abril o tempo de permanência dos produtos de Páscoa nos pontos de venda. A decisão foi anunciada pela Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab) e pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Segundo o presidente da Abicab, Ubiracy Fonseca, a adesão à campanha é opcional e cada supermercado ou ponto de venda terá autonomia para decidir por quanto tempo os produtos ficarão disponíveis. “Há redes que já deixavam os ovos disponíveis por mais tempo após o fim de semana da Páscoa”, disse.

O dirigente explica que os ovos de Páscoa e produtos de chocolate relativos à data costumam ir aos supermercados em consignação. Assim, quando não são vendidos, retornam às fábricas para serem destruídos. Isso significa que o prejuízo de uma Páscoa mal sucedida para as indústrias do ramo seria grande. “Prejuízo, sem dúvida. Essa é a característica dos produtos sazonais”, afirma.

O presidente da Abicab afirma que os mais prejudicados foram os pontos de vendas de shoppings. “Há supermercados que até acabaram com os estoques, mas os que têm lojas em shoppings podem ter sido mais afetados”, diz.

A Abicab e a Abras também estão lançando a segunda etapa da campanha #VaiterPáscoa, criada pela agência NBS, para informar aos consumidores sobre o prazo de disponibilidade dos produtos nos pontos de venda. A campanha inclui ações nas redes sociais e também nos supermercados e lojas.

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