Mais de 50% de CEOs no mundo dizem que pandemia ameaça suas empresas

0
4
Parque Ibirapuera, em São Paulo, na quarentena
Vista aérea do parque Ibirapuera, em São Paulo, durante a quarentena (Foto: André Penner/AP)

No mundo, 11% dos CEOs de empresas de todos os setores veem a crise do coronavírus como um risco para a própria sobrevivência de suas companhias, e 40% dizem que a pandemia representa uma ameaça grave. O sinal de alerta aparece em uma pesquisa global feita pela rede de liderança de negócios YPO, que ouviu 3.534 líderes empresariais, de 109 países, entre os dias 15 e 19 de abril.

Os executivos dos setores de hotelaria e restaurantes são os mais pessimistas, com 41% dos entrevistados desses segmentos dizendo que suas empresas correm risco de não sobreviver. Na aviação, a proporção foi de 30%, enquanto 19% de atacadistas e varejistas afirmam temer a falência, segundo a pesquisa.

“Não vemos uma crise como essa há mais de 100 anos. Alguns nomes familiares não vão sobreviver”, disse à agência Reuters Glenn Keys, presidente-executivo da Aspen Medical, empresa de serviços de saúde com sede em Sydney, na Austrália, e membro da YPO.

A maioria dos CEOs ouvidos no levantamento acredita que a pandemia fará surgir o que se chama de “recessão em forma de U”, termo que identifica uma retração econômica de longa duração entre seu início e o momento da retomada. Cerca de 60% dos executivos estão se preparando para esse cenário, e 22% preveem uma recessão dupla.

A crise surgida com o novo coronavírus pode desencadear o pior colapso econômico desde a Grande Depressão dos anos 30, mas ela não afetará todos os setores da mesma maneira. Os líderes de empresas dos setores agrícola, industrial, de mineração e de serviços públicos acreditam em um impacto positivo em suas receitas.

Seja como for, a maioria dos executivos espera que as coisas piorem antes de melhorar. Quase dois terços dos CEOs estimam que o impacto negativo nos lucros continuará por mais de um ano, enquanto um quarto espera que sua força de trabalho caia em mais de 20% no intervalo de 12 meses.

Clique aqui e leia no Vida de Empresa histórias sobre como as companhias estão enfrentando o coronavírus.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui