Twitter amplia medidas para combater desinformação sobre a covid-19

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O Twitter vai mostrar alertas a seus usuários em tuítes com informações controversas ou enganosas sobre a covid-19, em medida que reforça seu trabalho de combate à desinformação sobre a pandemia. A rede social divulgou a decisão nesta segunda-feira (11/5) – e adiantou a possibilidade de estendê-la a outros temas.

Em casos em que o tuíte possa confundir as pessoas, mas não seja considerado grave o suficiente para ser removido, de acordo com as políticas de uso da ferramenta, a empresa fornecerá links para mais informações sobre o assunto. A depender do tipo de informação enganosa, também podem ser exibidas mensagens para dizer que o tuíte entra em conflito com a orientação de especialistas em saúde pública. O aviso aparecerá antes que o usuário veja a mensagem original.

Durante a pandemia, o Twitter já havia começado a bloquear ou remover conteúdos com teorias conspiratórias sobre o novo coronavírus, como as falsas alegações que vinculam a infecção respiratória causada pelo vírus à rede de telefonia 5G. Os conteúdos falsos incluem registros mentirosos sobre curas e também a de que o fundador da Microsoft, Bill Gates, estaria por trás da criação do novo coronavírus. Em março, o Twitter informou que removeria da plataforma qualquer coisa com “um apelo claro à ação que possa representar diretamente um risco à saúde ou ao bem-estar das pessoas”.

No anúncio desta segunda, a empresa disse que não tomará medidas em tuítes com informações não-confirmadas no momento do compartilhamento, mas que pode colocar avisos naqueles sobre assuntos controversos ou confirmados como fake news. Yoel Roth, chefe de integridade do Twitter, disse que continuaria priorizando a remoção de tuítes que dizem às pessoas para abandonar as medidas de distanciamento social.

As maiores redes sociais têm adotado medidas para tentar conter o que a Organização Mundial de Saúde chamou de “infodemia”, a pandemia de desinformação. O Facebook, por exemplo, conta com parceiros terceirizados para o trabalho de checagem de informações. No mês passado, o YouTube disse que também começaria alertar sobre informações com artigos de terceiros verificados para os Estados Unidos. “Uma das diferenças em nossa abordagem aqui é que não estamos esperando que terceiros tomem uma decisão”, disse Nick Pickles, diretor de políticas públicas do Twitter.

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