Como as empresas podem adaptar seu planejamento estratégico à covid-19

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Entre os inúmeros desafios impostos às empresas pela crise do novo coronavírus, um deles é o de adaptar o planejamento estratégico ao cenário atual. A pandemia criou um quadro para o qual os líderes empresariais não têm parâmetro de comparação, o que dificulta a tomada de decisões.

“O principal desafio é o de planejar e executar a estratégia em tempos de incertezas”, afirma David Kallás, professor do Insper e coordenador do Centro de Estudos em Negócios (CENeg). “Ainda não sabemos qual será o impacto da pandemia, e muito menos a sua duração.” Assim, diz Kallás, os executivos terão que exercitar a flexibilidade e capacidade de reação.

O professor sugere que as empresas desenvolvam um planejamento estratégico dividido em dois níveis:

Fase 1 – Ações para enfrentar a crise

Essa é a etapa de curto prazo, que se estenderá até o fim da crise (e que Kallás acredita que não deve acabar antes do fim de 2020). Nessa fase, sugere ele, todos os esforços devem estar na administração dos efeitos imediatos da crise. De forma geral, explica o professor, os planos devem se concentrar em temas como o que fazer para cuidar do capital humano, gerenciar o caixa e o capital de giro, cuidar da marca e da reputação e garantir a cadeia de fornecimento durante a crise.

Fase 2 – Entender o novo contexto do negócio

No médio e longo prazos, quando toda a população estiver imunizada ou vacinada, a companhia poderá compreender melhor como a covid-19 transformou seu mercado – e toda a economia. Nessa fase, ficará mais claro, por exemplo, quais setores serão mais atingidos e quais mudanças de comportamento serão irreversíveis.

“Nesse horizonte de tempo, é possível, sim, planejar eventuais mudanças no modelo de negócios da organização – ou em parte do modelo”, diz Kallás. Se a organização está em um dos setores mais afetados, afirma o professor, é preciso refletir sobre possíveis movimentos estratégicos de ataque ou defesa contra esses cenários. Ele acredita que setores como educação e serviços de saúde são dois dos que passarão mudanças radicais.

Segundo ele, para algumas empresas, a pandemia pode fazer surgir oportunidades estratégicas. Isso poderá se materializar, por exemplo, com o desenvolvimento de soluções criativas para problemas que surgem com o isolamento social. E, após o fim da crise, com eventuais mudanças de comportamentos e padrões, surgirão também oportunidades para as empresas que reagirem mais rapidamente.

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