Sem shows, streaming pode salvar indústria musical, diz Goldman Sachs

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Depois de a covid-19 paralisar completamente os shows e festivais de música em todo o mundo, os serviços de streaming tornaram-se ainda mais decisivos para manter viva a indústria musical. A constatação aparece em um relatório sobre o segmento produzido pelo Goldman Sachs.

O banco reduziu sua previsão de receita global da indústria da música para 2020 em 25%. Agora, a projeção é de faturamento de US$ 57,5 bilhões, número bem abaixo dos US$ 77 bilhões registrados no ano passado.

O encolhimento será puxado pelo forte declínio do mercado de apresentações ao vivo – o relatório reduziu sua projeção de receita para o segmento em 75%, para US$ 7 bilhões. Nos países do hemisfério norte, esse impacto será sentido com mais força a partir de junho, quando tradicionalmente começa a temporada de turnês e festivais. Todos os grandes festivais da Europa e dos Estados Unidos foram cancelados neste ano.

Crescimento ao longo da década

Mas, segundo o Goldman Sachs, em meio a tantas notícias negativas, há uma a ser comemorada: a receita do segmento de streaming deve engordar muito ao longo de toda a década. O relatório prevê que esses serviços chegarão a 1,2 bilhão de assinantes em 2030, contingente três vezes e meia maior que os 341 milhões do ano passado.

É muito por causa do desempenho dos serviços de streaming que o relatório prevê que a indústria musical atingirá um faturamento de US$ 142 bilhões até 2030, montante 84% maior que o registrado em 2019. A música por streaming é, além disso, bastante popular entre adolescentes e jovens adultos. Esse aspecto é um trunfo adicional para esses serviços, já que ele sugere um potencial de crescimento de receitas no futuro. No universo de pessoas com idades entre 16 a 24 anos, 80% consomem música nessas plataformas. Na população geral, a média é de 65%.

O streaming puxará o crescimento, mas não será o único ponto positivo do setor nos próximos anos, acredita o Goldman Sachs. Quando as medidas de isolamento social começarem a ser suspensas, a indústria da música começará a se recuperar, afirma o relatório. O banco prevê que a receita com shows voltará aos níveis pré-coronavírus em 2022.

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