Surto de desinformação: robôs disparam 45% dos tuítes sobre a covid-19

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A avalanche de mentiras sobre a covid-19 já foi definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a “infodemia”, o surto de desinformação. Um novo levantamento atestou o quadro. Segundo a pesquisa, quase metade das contas que têm produzido mensagens sobre o novo coronavírus no Twitter durante a pandemia são, na verdade, robôs.

O estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos. Eles analisaram 200 milhões de tuítes sobre a pandemia publicados desde janeiro. Desse universo, 45% saíram de contas que se comportaram mais como um bot do que como um humano.

Esse comportamento pode ser detectado, por exemplo, quando a mesma conta coloca tuítes no ar a partir de diferentes países – e em intervalos de poucas horas. Isso seria virtualmente impossível de ocorrer se o texto fosse de uma pessoa de verdade.

Nas contas que os pesquisadores identificaram como robôs, havia mais de 100 diferentes fake news e narrativas mentirosas sobre a pandemia. A lista incluía teorias da conspiração como a falsa correlação entre o coronavírus e a tecnologia de transmissão de dados 5G e imagens de manequins ​​em hospitais para passar a falsa sensação de que havia uma crise de saúde pública. Semear divisões na América era um dos principais objetivos das contas de bot que os pesquisadores identificaram.

Kathleen Carley, professora de ciência da computação da Universidade Carnegie Mellon que conduziu o estudo, disse à rede pública NPR que as pessoas devem permanecer atentas ao lerem tuítes sobre a pandemia. “Mesmo que alguém pareça pertencer à sua comunidade, se você não a conhece pessoalmente, cheque melhor e sempre vá a fontes autorizadas ou confiáveis ​​para obter informações”, afirmou.

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