Pandemia pode fazer turismo rural ganhar espaço no mundo

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A indústria de viagens tem sido uma das mais fortemente afetadas pela pandemia. O novo coronavírus virtualmente interrompeu a movimentação internacional de pessoas, tanto por causa das medidas de isolamento social quanto do fechamento das fronteiras dos países. Mas, se o quadro geral para o setor é o pior em sete décadas, segundo a Organização Mundial de Turismo (OMT), um nicho em particular pode acabar contando uma outra história em 2020: o turismo rural.

Na Europa, o maior mercado turístico do mundo, a temporada de verão começará neste mês de junho ainda com fronteiras fechadas em muitos países. Isso significa que os concorridos balneários do Mediterrâneo e de outros pontos do continente não receberão as multidões com que estão habituados. Em vez disso, uma parte dos viajantes que procurariam sol e praia na temporada pode optar por áreas rurais.

A leitura foi feita pelo próprio secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili. Segundo ele, o mercado espanhol já é uma evidência desse fenômeno. “Na Espanha, as reservas [para o verão] nos destinos turísticos rurais já chegam a 70%”, afirmou o dirigente ao jornal alemão Handelsblatt. Pololikashvili também acredita que os turistas terão novas prioridades quando forem decidir seus destinos de lazer. Uma delas será a oferta de bons serviços de saúde no local escolhido para as próximas férias.

Pior ano desde 1950

Ainda que o apelo do turismo rural cresça por causa da pandemia, esse segmento não terá capacidade de contrabalançar a queda nos demais. De acordo com a OMT, o número de viajantes deve cair 70% em 2020, um desempenho que, caso se confirme, será o pior desde 1950, quando a entidade passou a produzir as estatísticas da indústria.

A organização trabalha hoje com três cenários para o turismo global. No mais “otimista”, a queda seria de 58%, mas os cálculos admitem a possibilidade de ela chegar a 78%. “Hoje, acho que um declínio de 70% é o quadro mais provável”, diz Pololikashvili. Essa estimativa baseia-se em um cenário de reabertura gradual das fronteiras ao redor do mundo a partir de agosto.

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