“Talentismo” define o novo capitalismo, diz pai do Fórum de Davos

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O talento, e não mais o dinheiro, é hoje o fator mais importante para o sucesso no capitalismo – e quem diz isso é ninguém menos que Klaus Schwab, o fundador do Fórum de Davos. A constatação de Schwab tem mais que um peso simbólico, já que o Fórum Econômico Mundial atrai todo ano para Davos, na Suíça, os maiores líderes políticos e empresariais do planeta para discutir justamente os destinos das finanças globais.

“O que precisamos reconhecer é que o empreendedorismo é atualmente a essência do capitalismo”, disse Klaus Schwab ao site japonês Nikkei Asian Review. “O capital foi o fator mais importante para o sucesso quando o capitalismo surgiu. Mas hoje não é mais.”

Com a declaração, Schwab reiterou a mensagem de que o mundo precisa construir novos sistemas sociais e econômicos depois da crise do novo coronavírus. Ele enfatizou que “não é mais apropriado” chamar de capitalismo o sistema econômico dominante no mundo, que estaria mais para “talentismo”. Segundo o alemão, essa abordagem põe mais ênfase na inovação.

Colocar o capital, e não o talento, como aspecto mais importante do capitalismo pode ser apenas um dos muitos exemplos do que Schwab chama de sistemas “obsoletos” da era pós-Segunda Guerra Mundial. Em particular nos anos mais recentes, esse anacronismo – segundo a visão do pai do Fórum de Davos – seria o fator em comum entre fenômenos como o aumento da desigualdade, a polarização entre comunidades e a destruição do meio ambiente.

Desde a última semana, Klaus Schwab, de 82 anos, tem sido o porta-voz da campanha “The Great Reset” (ou “O grande reinício”, em tradução livre). Com ela, o Fórum Econômico Mundial propõe que a pandemia seja o marco zero de um rearranjo nas finanças globais para um modelo mais sustentável e que reduza as desigualdades. “The Great Reset” será o tema do Fórum de Davos em janeiro de 2021.

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