O que a alta de reservas no Airbnb diz sobre o turismo pós-pandemia

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Foto: Madhur Shrimal

Nos últimos meses, enquanto trabalham para amenizar os efeitos da pandemia sobre seus negócios, empresas de todo o mundo tentam desvendar quais serão as feições de seus setores na fase pós-coronavírus. O turismo, um dos segmentos que primeiro sentiram o impacto da covid-19, tem um novo elemento para fazer essa leitura: o aumento das reservas na plataforma de estadia Airbnb.

Brian Chesky, o fundador e CEO da companhia, conta que, entre os dias 17 de maio e 3 de junho, as reservas para acomodações nos Estados Unidos foram maiores que as registradas no mesmo período de 2019. O fenômeno também foi detectado em países como Alemanha, Portugal, Coreia do Sul e Nova Zelândia, o que dá pistas de que, para a indústria do turismo, a vida depois da pandemia deve passar necessariamente pelas viagens domésticas.

“Depois de ficarem presas em casa por alguns meses, as pessoas querem sair. Isso está muito, muito claro”, disse Chesky à agência Bloomberg. “Mas elas não querem necessariamente entrar em um avião e ainda não se sentem confortáveis em deixar seus países.” Outras empresas, como a Vrbo, do Expedia, e a Booking Holdings também já relataram um salto das reservas domésticas.

Viagens menos planejadas

No mercado americano, o crescimento das reservas relatado pela Airbnb ocorreu principalmente em cidades mais tranquilas, localizadas no entorno de grandes metrópoles. Essas características também sugerem que a maioria das viagens será feita de carro e para destinos perto da casa dos hóspedes. As buscas por hospedagem nos EUA feitas na plataforma Vrbo também subiram em comparação com o mesmo período de 2019, segundo relatório do analista Kevin Kopelman, da Cowen & Co., divulgado na última segunda-feira (8/6).

Geralmente planejadas com meses de antecedência, as estadias internacionais têm sido substituídas por viagens mais impulsivas, reservadas um dia antes, e as escapadas de fim de semana estão se transformando em pausas de uma semana, conta o CEO da Airbnb. “Trabalhar em casa agora significa trabalhar em qualquer casa”, disse.

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