Saúde, romance e racismo: pesquisa mostra os efeitos da pandemia sobre nós

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No dia a dia, todos podemos testemunhar como a pandemia tem afetado nossas vidas de maneira profunda. Mas, como os níveis de impacto variam de pessoa para pessoa, pesquisadores da Chapman University, nos Estados Unidos, fizeram mais de 4 mil entrevistas para uma pesquisa sobre os efeitos das medidas de isolamento social na população.

O levantamento considerou os impactos em quatro aspectos do cotidiano: saúde mental, alimentação e exercícios físicos, vida amorosa e racismo. Abaixo, um resumo das descobertas dos pesquisadores:

Saúde mental

É o grande ponto negativo. Quase metade (47%) das pessoas ouvidas relataram a sensação de estarem presas em casa, e três quintos se afirmaram estar mais estressadas, nervosas ou ansiosas. Além disso, 45% sentem-se mais tristes, deprimidos ou sem esperança. Mais da metade (54%) das pessoas ouvidas está “muito preocupada” com o risco de contrair a covid-19. Os números são maiores entre os trabalhadores que estão em atividades que não podem ser adaptadas ao home office, como balconistas e entregadores.

Alimentação e exercícios

Mais de um terço dos entrevistados disseram que, por causa do estresse, eles estão ​​comendo mais. Os relatos sobre consumo elevado de alimentos pouco saudáveis foram feitos por 41% dos participantes do levantamento, e 35% dizem que estão fazendo menos exercícios.

Romance

Entre as pessoas que estão em relacionamentos de longo prazo, um quarto relatou ter menos assuntos para conversar do que na semana anterior, enquanto um quarto relatou ter mais argumentos do que o normal. (Dos entrevistados, 57% contaram que “gritam com o parceiro na mesma frequência” que antes da pandemia.) Apenas 19% relatam ter relações sexuais com mais frequência do que o normal, enquanto 61% dizem que as relações sexuais não mudaram.

Racismo

O quadro é igualmente negativo nesse aspecto. Um quarto dos chineses ou descendentes de chineses dos Estados Unidos diz ter sofrido três ou mais incidentes de racismo, como comentários preconceituosos (“volte pra o seu país” é um dos que foram relatados) e ameaças de agressão física. Um terço dos asiáticos (por origem ou ascendência) dos EUA relataram ao menos um episódio de racismo. Esses incidentes têm correlação com o aumento dos casos de estresse, solidão, ansiedade, depressão e emoções negativas.

E como lidar com esse quadro? Os pesquisadores detectaram que as pessoas que “agem para melhorar sua situação” e que “tentam encontrar algo positivo no que está acontecendo” são as que relataram estar em melhor estado mental. Na outra ponta, quem desistiu de tentar lidar com o problema, usou drogas ou álcool ou disse coisas para liberar sentimentos desagradáveis foram as que relataram o pior estado mental.

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