Por que CargoX e Descomplica são “pioneiras da tecnologia”, segundo o Fórum Econômico Mundial

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Todos os anos, o Fórum Econômico Mundial apresenta as “pioneiras da tecnologia“, uma lista de empresas apontadas como responsáveis por transformar seus setores e a sociedade. No passado, nomes como Airbnb, Spotify, Twitter e Wikimedia apareceram na relação, o que dá uma medida do nível de suas escolhas. E, neste ano, das 100 eleitas pelo comitê responsável pelo trabalho, há duas brasileiras: CargoX e Descomplica.

Aparecer na lista é ter reconhecido o “potencial de ter um impacto significativo nos negócios e na sociedade por meio do design, do desenvolvimento ou do lançamento de novas tecnologias”, segundo o Fórum. As pioneiras da tecnologia formam uma comunidade global de startups e empresas em estágio inicial de operações. A comunidade surgiu em 2000, e a lista é publicada desde 2007.

Criada em São Paulo em 2016, a CargoX, popularmente como a “Uber dos caminhões”, conecta caminhoneiros e emissores de carga, como em uma rede social. Ela partiu da ideia de melhorar a eficiência do transporte rodoviário de cargas no Brasil – onde 70% da estrutura logística depende exclusivamente dos caminhões – e na América Latina. A empresa já recebeu apoio de investidores como Goldman Sachs, Qualcomm Ventures e Oscar Salazar, cofundador da Uber.

A Descomplica, por sua vez, é uma plataforma de curso preparatório para vestibular totalmente digital. O professor Marco Fisbhen lançou a iniciativa em 2011. Desde então, ela já transmitiu mais de 70 mil vídeos a reuniu mais de 100 milhões de inscritos no Youtube, interessados em conteúdos que vão de matérias para estudantes do ensino médio a cursos de pós-graduação. “Os alunos passam em média uma hora por sessão, pelo menos três vezes por semana”, registra o Fórum Econômico Mundial, “e podem melhorar suas pontuações em até 45% nos exames nacionais unificados”.

Nem toda startup pode entrar na lista de pioneiras da tecnologia. Entre os critérios de seleção estão, por exemplo, a exigência de que a empresa tenha menos de dez anos de existência. Também é necessário que ela já tenha levantado ao menos US$ 10 milhões com investidores externos, mas, ao mesmo tempo, ela não pode ter se transformado ainda em um unicórnio, como são conhecidas as startups avaliadas em pelo menos US$ 1 bilhão.

Clique aqui e conheça a turma 2020 das pioneiras da tecnologia.

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