Universidade de Cambridge quer estimular filantropia no Brasil e outros emergentes

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A Escola de Negócios e Direito da Universidade de Cambridge (University of Cambridge Judge Business School) acaba de lançar o Centro de Filantropia Estratégica, com o qual pretende monitorar e estimular iniciativas dessa natureza nos países em desenvolvimento, incluindo o Brasil. Como os emergentes estão entre os países de crescimento mais acelerado no mundo, também neles está o grande potencial de geração – e transferência – de riqueza no futuro.

Segundo o Centro, anunciado oficialmente nesta quarta-feira (24/6), em 2019, as 30 economias de crescimento mais forte no mundo eram emergentes, um fenômeno que puxa para cima também a transferência de riqueza de uma geração a outra. “Esse período histórico de criação de novas riquezas e transferência de recursos deve aumentar a atividade filantrópica nas economias de rápido crescimento”, disse o Centro de Filantropia Estratégica, em comunicado.

Em comparações internacionais, o Brasil aparece com reduzida atividade filantrópica, mas, com a pandemia e as iniciativas lançadas por empresas e indivíduos, o tema ganhou mais projeção no país. Só as doações feitas para o combate à covid-19 e monitoradas pela Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR) somam R$ 5,6 bilhões. O país é ainda o líder em doações privadas na América do Sul, segundo o Relatório de Tendências Globais de Doações, elaborado pela organização Nonprofit Tech for Good.

Nos próximos dez anos, a transferência global de riquezas entre as gerações vai passar de US$ 15 trilhões, segundo a Wealth-X, empresa de inteligência de dados que se dedica a coletar informações sobre grandes fortunas. Mais da metade dessas transferências ocorrerá na América do Norte, com os Estados Unidos à frente, mas os emergentes ganharão terreno. Apenas na Ásia, as transferências somarão quase US$ 2 trilhões, de acordo com o relatório.

Primeira pesquisa

O centro criado pela universidade britânica vai desenvolver atividades de pesquisa e educação, além de criar modelos para a prática da filantropia no mundo. Um dos primeiros projetos da instituição tentará identificar em quais aspectos a pandemia transformou a atividade filantrópica. Os autores da pesquisa vão levantar informações para saber se houve mudanças no volume de doações, nos países de destino e nos setores que receberam recursos. A previsão é de que o trabalho seja concluído no terceiro trimestre.

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