Agências unem-se para monitorar, do espaço, os impactos do coronavírus

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Os efeitos do coronavírus sobre o planeta agora têm sido monitorados a partir de um novo ponto de observação, o espaço – e graças a um esforço internacional conjunto. A agência espacial americana NASA, a Agência Espacial Europeia e a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão fecharam acordo para um trabalho de colaboração que tem reunido dados sobre os impactos da covid-19 sobre a vida humana.

Os satélites operados pelas agências coletam imagens e informações como qualidade do ar, emissões de poluentes e alteração da temperatura em diferentes pontos do planeta. Os dados abastecem uma plataforma conjunta criada pelas três agências. Ao todo, são 30 indicadores ambientais, 17 econômicos e três específicos sobre a agricultura.

Ao envolver três agências espaciais e seu compromisso de compartilhar dados sensíveis, o projeto é considerado de alta complexidade; são, ao todo, 17 satélites envolvidos na iniciativa. Esses obstáculos foram superados em alta velocidade: o anúncio de que elas fariam um trabalho conjunto foi feito em abril.

A plataforma entrou no ar nesta quinta-feira (25/6). Nela, os dados já atestam, a partir do espaço, mudanças significativas que têm sido coletadas também em outros monitoramentos, que vão da melhoria da qualidade geral do ar à redução no número de carros em estacionamentos de shopping centers.

A ideia das agências é que as informações coletadas por elas sirvam de base para o trabalho de autoridades de saúde, planejadores urbanos e outros formuladores de políticas públicas. As informações poderão guiar o combate aos efeitos da pandemia no curto prazo, mas também os efeitos de longo prazo da covid-19.

O projeto foi criado para compartilhamento apenas de informações sobre os impactos da pandemia, mas, segundo Josef Aschbacher, diretor de programas de observação da Terra da Agência Espacial Europeia, as agências já consideram a possibilidade de estender o escopo do trabalho. Isso poderia ser útil para resolver outros desafios de escala global, como é o hoje o novo coronavírus, argumenta ele.

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