Em bens de consumo, covid-19 aumentou apelo de marcas conhecidas

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Foto: Mauricio Gutiérrez

No segmento de bens de consumo, a covid-19 aumentou o apelo de marcas conhecidas e empresas consideradas tradicionais em suas áreas de atuação, segundo um relatório produzido pela consultoria McKinsey. Mais do que mudar a participação de mercado de companhias, bens e serviços, esse cenário pode influenciar o mercado de fusões e aquisições nos próximos anos.

Para o relatório, publicado na última quarta-feira (24/6), a McKinsey analisou o perfil de 119 empresas de bens de consumo que realizaram, ao todo, 1040 fusões e aquisições entre 2013 e 2018. Com essa varredura, a consultoria dissecou alguns dos efeitos da crise financeira global de 2008 e 2009 sobre essas operações. O levantamento também considerou o comportamento dos consumidores em três diferentes momentos, sendo um deles já sob a pandemia.

“A covid-19 acelerou as tendências (de consumo) existentes e criou novos cenários, que afetarão a frequência das operações de fusão e aquisição e os tipos de negócios no setor”, diz o relatório. Saúde e bem-estar, que já eram tendências em ascensão, ganham ainda mais espaço. Com isso, empresas que têm esse apelo devem ser alvo de aquisições de fabricantes de maior porte interessadas nesse posicionamento.

A pandemia também acentuou o apelo de marcas que os consumidores conhecem e nas quais eles confiam. “Embora as grandes fabricantes de bens de consumo tenham respondido por cerca 50% das vendas em 2018, elas representaram apenas 16% do crescimento entre 2015 e 2018. Essa parcela do crescimento subiu para 39% no período 2018–2019 e chegou a 55% nas primeiras três semanas de abril de 2020”, diz a McKinsey, que cita dados empresa de pesquisas de mercado Nielsen.

O nome do jogo é escala

Para a consultoria, a mudança do perfil das fusões e aquisições no segmento de bens de consumo tem um ponto central: escala voltará a ser decisiva na disputa por mercado. “Os varejistas terão mais confiança nas cadeias de suprimentos de grandes fabricantes; grandes marcas estão novamente conquistando a confiança dos consumidores; e produtos de empresas de bens de consumo que tenham escala estarão disponíveis com mais rapidez.”

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