Pesquisa mostra que setor cultural é um dos mais afetados pela pandemia

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O setor cultural foi um dos mais afetados pela pandemia, segundo resultados preliminares da pesquisa “Percepção dos Impactos da Covid-19 nos Setores Culturais e Criativos do Brasil”. Das organizações que se dedicam a atividades culturais e à economia criativa, mais de 40% afirmam ter perdido entre 50% e 100% de suas receitas desde o surgimento do novo coronavírus.

Esses efeitos comprometem as operações de uma indústria que movimenta R$ 171,5 bilhões por ano, ou o equivalente a 2,61% do produto interno bruto (PIB) do país, e emprega quase 840 mil pessoas. Para os trabalhadores, as perdas foram, em média, de 35% até o momento, de acordo com a pesquisa.

Cultura e economia criativa “tendem a voltar à atividade só no fim da crise”, diz sociólogo Rodrigo Amaral, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), um dos idealizadores do estudo. “A preocupação das pessoas está muito negativa, de perda generalizada.”

A crise acertou em cheio a Região Norte, particularmente Manaus, a capital amazonense, uma das cidades mais afetadas pela pandemia no país. O menor impacto foi observado em São Paulo, onde 31% disseram ter perdido toda a receita entre março e abril; o maior foi no Rio Grande do Sul, estado em que 63% dos consultados afirmaram não ter tido receita nesse intervalo.

Novo baque para o setor

O levantamento serve como um termômetro sobre os impactos da pandemia sobre um setor que já vinha enfrentando dificuldades crescentes antes do surgimento da covid-19. A crise do financiamento das organizações culturais tem se acentuado desde 2016, segundo a diretora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, Maria Arminda do Nascimento Arruda.

A pesquisa foi lançada no último dia 10 de junho e já recebeu as respostas de mais de 960 organizações e trabalhadores dos setores cultural e criativo, mas a coleta de dados seguirá até o dia 16 de julho. O relatório final está previsto para 31 de julho, segundo a Agência Brasil. O questionário está disponível neste link.

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