Brasil é um dos piores países para fazer trabalho remoto

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O Brasil é um dos países em que é mais difícil adotar regimes de trabalho remoto, segundo uma pesquisa publicada pela MIT Sloan Management Review, revista ligada ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts. Em uma lista com 30 países, o Brasil apareceu em 26° lugar, à frente apenas de Itália, África do Sul, Paquistão e Nigéria, a última colocada. Luxemburgo, Suécia e Holanda, nessa ordem, ficaram nas três primeiras posições.

Para elaborar a lista, os autores consideraram quatro fatores: variedade de profissões em cada país e se essas ocupações exigem que as pessoas trabalhem próximas umas das outras; acesso à internet e qualidade da rede; percentual de domicílios com crianças; e percentual de pessoas empregadas que já trabalhavam em casa de vez em quando.

De acordo com o estudo, na comparação entre os 30 países, a variedade de ocupações no Brasil é a quarta mais elevada. Além disso, proporcionalmente, há menos pessoas atuando em atividades que exigem proximidade física, o que sugere mais alternativas de ajuste da carga horária para manter o distanciamento social.

Em contrapartida, os lares brasileiros têm algumas características que dificultam adotar o home office. Quase metade deles (47%) tem filhos com menos de 15 anos de idade, o que pode significar sobrecarga aos adultos, apenas 67% da população tem acesso à internet e a velocidade média das conexões (de 24 mbps, bem abaixo da média do mundo desenvolvido) deixa bastante a desejar.

Pós-coronavírus

Ainda que outros fatores possam afetar o trabalho remoto, a partir dos quatro considerados no comparativo, é possível identificar quais países têm mais ou menos potencial de manter o trabalho remoto em larga escala no mundo pós-coronavírus. Como ficou evidente na pandemia, é impossível adotar o home office completamente, seja em que país for.

De fisioterapeutas a barbeiros, de médicos a comissários de bordo, há profissões que exigem proximidade entre as pessoas. Mas, ainda que muito diferentes entre si, profissões com elevado uso da tecnologia (como agricultores que usam baixa mecanização e madeireiros) e reduzido (estatísticos e cientistas sociais, por exemplo) precisam de pouca proximidade física, segundo o estudo.

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