Outro desequilíbrio: homens são mais vistos como “brilhantes” que mulheres, diz estudo

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O “brilho” é uma característica mais associada aos homens do que às mulheres – e essa percepção é um fenômeno de escala global, segundo um amplo estudo que acaba de ser divulgado nos Estados Unidos. Conduzido por pesquisadores das universidades de Nova York, Denver e Harvard e publicado originalmente no Journal of Experimental Social Psychology, o trabalho apresenta descobertas que têm efeitos diretos sobre o desenvolvimento das carreiras de profissionais de ambos os sexos.

Testes feitos com adultos e também crianças em idade escolar de 79 países mostram que os homens são mais frequentemente considerados brilhantes do que as mulheres. Há desafios metodológicos para explicar por que isso ocorre, mas as evidências de um “estereótipo implícito” na percepção do brilho das pessoas ficaram claras, segundo os pesquisadores. Os resultados foram consistentes em cinco diferentes estudos.

O “estereótipo implícito”, uma suposição automática sobre gênero e inteligência, manifesta-se mesmo quando a pessoa não acredita que os homens são mais inteligentes que as mulheres. Para identificá-lo, os pesquisadores usaram o teste de associação implícita. Com esse teste, bastante conhecido, os participantes fazem correlações rápidas entre imagens e palavras apresentadas a eles.

Resultados consistentes

Explicar por que o fenômeno ocorre pode ser mais difícil, mas os efeitos dessa visão são evidentes. “Os estereótipos que retratam o brilho como uma característica masculina provavelmente impedirão que as mulheres avancem em uma ampla gama de carreiras de prestígio”, diz Daniel Storage, professor assistente do Departamento de Psicologia da Universidade de Denver e principal autor do artigo.

Uma pesquisa anterior, do coautor Andrei Cimpian, já havia apontado que as mulheres estão sub-representadas em carreiras que exigem altos níveis de percepção da inteligência. Um dos motivos é justamente o fato de sua capacidade intelectual nata não ser percebida da mesma maneira que a dos homens. “Compreender esse estereótipo de gênero sobre o brilho das pessoas pode ajudar nos esforços futuros para aumentar a equidade de gênero no mercado de trabalho”, escreve Cimpian.

 

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