Pandemia: os quatro meses que mudaram o mundo – e os negócios

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou formalmente a existência de uma nova pandemia no dia 11 de março. Neste sábado (11/7), terão se passado quatro meses dessa declaração, um marco de transformação da vida no planeta. Essas mudanças ainda estão em curso, mas o Vida de Empresa fez um levantamento exclusivo para mostrar alguns dos grandes números sobre o que mudou em áreas como saúde pública, negócios e crescimento econômico.

A seguir, alguns grandes dados:

Infectados e mortos

Até o momento, 12,3 milhões de pessoas contraíram a covid-19, que causou, oficialmente, 555,8 mil mortes no mundo. Com isso, a taxa de letalidade global da doença está em 4,51%. Em números absolutos, o Brasil é o segundo país com mais casos (1,75 milhão) e mortes (69,1 mil) no planeta; a taxa brasileira de letalidade está em 3,94%.

Subnotificação

Os números acima são os oficiais, mas muitas pesquisas têm apontado enorme subnotificação. Segundo um levantamento do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) feito em 84 países, para cada caso registrado, há 12 que não entram nas estatísticas. Além disso, um terço das mortes causadas pelo novo coronavírus estariam sendo atribuídas a outros motivos.

Mais fome

Estima-se que, no ano passado, 821 milhões de pessoas sofriam de insegurança alimentar no mundo, com 149 milhões em situação de fome extrema. Por causa da pandemia, o número deve crescer 82% em 2020, para 270 milhões – e o Brasil será o epicentro da crise alimentar, segundo a organização Oxfam. No mundo, até o fim do ano, de 6,1 mil a 12,2 mil pessoas deverão morrer de fome todos os dias.

PIB

A economia global deve encolher 4,9% em 2020, segundo a projeção mais recente do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para o Brasil, a previsão da organização é que o produto interno bruto (PIB) sofre um tombo de 9,1%. Economistas ouvidos pelo Banco Central brasileiro também esperam uma forte queda, ainda que de menor proporção, em torno de 6,5%.

Pacotes governamentais trilionários

Governos de todo o mundo lançaram pacotes trilionários de estímulo à atividade econômica durante a pandemia. Só nos primeiros dois meses da crise, os anúncios somaram US$ 10 trilhões, montante três vezes maior que o registrado durante a crise financeira global de 2008-09. Só na Europa ocidental, as medidas chegaram a US$ 4 trilhões. Segundo a consultoria McKinsey, isso é 30 vezes maior que o Plano Marshall, criado para reconstruir os países europeus após a Segunda Guerra Mundial.

Desemprego em massa

Segundo a Organização Mundial do Trabalho (OIT), no segundo trimestre desde ano, o número de horas trabalhadas no planeta caiu 14%, ou o equivalente à perda de 400 milhões de empregos em tempo integral. Economistas, pesquisadores e autoridades de todo o mundo têm dito que muitas das vagas fechadas por causa do coronavírus não serão mais reabertas.

Empresas aéreas

A indústria de aviação foi uma das primeiras a sentir os efeitos da crise do novo coronavírus. Segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), as empresas do setor devem registrar, somadas, perdas de US$ 84,3 bilhões em 2020. E os passageiros ainda vão demorar a voltar. Uma pesquisa da entidade feita no início de junho mostra que apenas 45% dos viajantes pretendiam embarcar em um avião nos próximos meses.

Turismo

Estima-se que o turismo responda por cerca de 10% do PIB global e tenha sido responsável pela abertura de um a cada quatro novos postos de trabalho no mundo nos últimos cinco anos. Com a pandemia, a indústria deve demitir 100 milhões de pessoas, segundo o Conselho Mundial de Viagem e Turismo (WTTC, na sigla em inglês).

Setores “ganhadores”

Algumas empresas e setores têm claramente se fortalecido na pandemia, como as farmacêuticas e as de computação na nuvem, videoconferências e jogos e comércio eletrônicos. Em termos absolutos, as três companhias que mais se valorizaram desde o início da pandemia foram Amazon, Microsoft e Apple. Entre janeiro e junho, seus valores de mercado cresceram, respectivamente, US$ 401,1 bilhões, US$ 269,9 bilhões e US$ 219,1 bilhões, segundo um levantamento feito pelo jornal britânico Financial Times.

Clique aqui e leia no Vida de Empresa histórias sobre como as companhias estão enfrentando o coronavírus.

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