Conheça o criador da empresa que tem a vacina mais promissora contra a covid-19

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Se, depois de ler tantas vezes sobre o surgimento de uma vacina promissora contra o coronavírus, você chega a desconfiar que a notícia é velha, a impressão tem justificativa: há mais de 150 vacinas em desenvolvimento no mundo, em diferentes fases. Nessa corrida, a dianteira é, no momento, da Moderna Therapeutics. A empresa de biotecnologia foi criada nos Estados Unidos há dez anos por um cientista que se desligou dela formalmente em 2014 para poder se dedicar a seu laboratório em Harvard.

O cientista em questão é Derrick Rossi, de 54 anos. Nascido em Toronto, no Canadá, ele vive com a mulher e as três filhas do casal na região de Boston, nos EUA, onde fica a universidade em que ele trabalhou entre 2007 e 2018. Nina Korsisaari, a esposa, é uma finlandesa que, como ele, é cientista e fã de hóquei.

Dois anos atrás, contrariando vários de seus colegas, Rossi decidiu deixar o mundo acadêmico para, literalmente, curtir a vida. Àquela altura, ele já podia se dar a esse luxo. O agora ex-professor já não tinha nenhum vínculo formal com a Moderna, mas seguia com um “volume considerável” de ações da empresa que ele criou – e na qual sempre atuou como consultor científico, e jamais como executivo.

A companhia abriu seu capital na Nasdaq em dezembro de 2018, quando foi avaliada em US$ 7,5 bilhões, o que fez do IPO o maior de uma empresa de biotecnologia na história. Em janeiro de 2020, as ações da Moderna eram negociadas por valores em torno de US$ 20. As pesquisas da companhia para desenvolver uma vacina contra a covid-19 multiplicaram o valor do papel, que nesta terça-feira (14/7) foi negociado por mais de US$ 87.

Testes promissores

As ações da Moderna subiram 16% depois do pregão desta terça com a publicação, no renomado New England Journal of Medicine, dos resultados dos primeiros testes em humanos da vacina da empresa. Ao todo, 45 adultos, com idades entre 18 e 55 anos, receberam três diferentes dosagens.

De acordo com o periódico, a melhor resposta de anticorpos foi com a maior dosagem, mas todas as 45 pessoas acabaram com proteção contra a covid-19. A empresa já tem um segundo estudo em andamento, com 600 adultos, e programou o início do terceiro para o dia 27 de julho. Neste, os testes serão feitos com 30 mil pessoas.

E o que Derrick Rossi acha da possibilidade de a empresa que ele criou ter, no momento, a pesquisa mais promissora para derrotar o novo coronavírus? Os testes da companhia começaram em maio. Na ocasião, Rossi falou sobre o assunto de maneira serena, pé no chão, como cabe a um pesquisador que entende bem que avanços científicos dessa magnitude não ocorrem da noite para o dia. “Muito legal” (“pretty cool”), foi como avaliou ao jornal canadense National Post.

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