Estudo mostra que vício em redes sociais é maior entre quem gosta de irritar outras pessoas

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Foto: Ashkan Forouzani

Se você acha que as pessoas mais ativas nas redes sociais são também as que mais gostam de irritar ou envergonhar as outras, talvez não seja só impressão. Um estudo que acaba de ser publicado nos Estados Unidos atestou aquilo que temos a impressão de testemunhar toda vez que acessamos essas plataformas.

O estudo foi produzido por pesquisadores da Universidade Estadual de Michigan e da Universidade Estadual da Califórnia, em Fullerton. Para o levantamento, foram ouvidos 472 universitários, com idades entre 18 a 24 anos, que utilizam as redes Facebook e Snapchat. Os autores constataram que os estudantes que mais usavam as redes sociais eram também os que se mostravam cruéis e insensíveis em seus comentários ou que com mais frequência usavam os outros para obter ganhos pessoais.

“Nossos resultados demonstram que os indivíduos que mais buscam esse tipo de recompensas são também os que usam ambas ambas as plataformas de maneira problemática”, escreveram os pesquisadores. Em média, os universitários ouvidos para a pesquisa passam 2,28 horas por dia no Facebook e 2,64 horas no Snapchat.

Narcisismo e psicopatia

Os traços descritos pela nova pesquisa também estão associados ao narcisismo e à psicopatia, características que já foram correlacionadas com o uso obsessivo da internet. Segundo os pesquisadores, as redes sociais “inconscientemente” atendem às pessoas que buscam na crueldade – com comentário ofensivos, por exemplo – uma recompensa por serem cruéis.

Os pesquisadores esperam que o estudo ajude no tratamento de pessoas que são viciadas no uso de redes sociais. Quase 3 bilhões de usuários utilizam essas plataformas hoje no mundo. Figuras como as descritas pelo estudo são minoria nas redes sociais – embora a agressividade seja tão barulhenta que ela pareça ser o tom dominante.

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