Nova política ambiental da UE reforça peso da sustentabilidade nas empresas brasileiras

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Foto: Suzano / divulgação

Para recuperar sua economia da crise surgida com o novo coronavírus, a União Europeia vai fortalecer o apoio a atividades comprometidas com o combate à crise climática e com outros aspectos da sustentabilidade. Isso vai mudar a dinâmica dos negócios para as empresas brasileiras. Elas precisam acelerar sua transição verde, sob pena de perderem espaço em um mercado com mais de 500 milhões de consumidores.

Em um seminário online realizado nesta terça-feira (28/7), Suzano Papel e Celulose e Citrosuco apontaram caminhos para esse novo momento do comércio internacional. Líderes globais em seus respectivos setores, as duas empresas têm sido reconhecidas internacionalmente por suas boas práticas na área ambiental. O debate foi organizado pela consultoria de comunicação Imagem Corporativa e pela Interel, rede internacional de empresas independentes de relações governamentais.

“Somos uma das únicas empresas do mundo que já são negativas em emissão de carbono”, contou Walter Schalka, CEO da Suzano. Ainda assim, a companhia já assumiu o compromisso de remover mais 40 milhões de toneladas de carbono da atmosfera até 2030.  A empresa revelou em fevereiro suas metas de sustentabilidade para a próxima década.

John Lin, que lidera a área comercial da Citrosuco, uma das maiores exportadoras de suco de laranja do mundo, citou avanços sociais, econômicos e ambientais que colocam o setor como referência em sustentabilidade. Na frente ambiental, por exemplo, as fazendas de laranja de São Paulo e Minas Gerais têm, em média, 28,3% de suas áreas de mata nativa preservadas. Nos dois estados, que concentram a produção brasileira, a exigência legal é de preservação de 20%. “E, nas fazendas da Citrosuco, a área é de cerca de 30%”, contou o executivo.

Meio ambiente como pauta central

Com o Green Deal europeu, tão importante quanto a adoção de práticas sustentáveis é que as iniciativas das empresas brasileiras cheguem ao conhecimento dos legisladores do bloco, avalia Richard Steel, da Interel. Isso porque, segundo ele, que tem 30 anos de experiência em relações governamentais, a questão ambiental será ponto central no avanço do acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul.

O editor de América Latina do Financial Times, Michael Stott, mediou o debate. Também participaram do seminário Ciro Dias Reis, CEO da Imagem Corporativa – empresa responsável pelo Vida de Empresa – e presidente da rede global de agências de relações públicas independentes PROI, e George McGregor, chair da Interel Global Partnership.

A íntegra do seminário está neste link.

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