Na pandemia, illycaffè dá primeiro passo para eliminar uso de plástico

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A pandemia não impediu a illycaffè, marca italiana de cafés e máquinas de expresso, de levar adiante seu plano de neutralizar suas emissões de carbono. O primeiro passo desse projeto, que entrou em curso oficialmente no último mês de julho, será o corte de 175 toneladas de uso de plástico por ano.

A redução do uso do material ocorrerá com a adoção de produtos recicláveis e com o lançamento de embalagens e máquinas que consomem menos energia. A campanha foi batizada de #Onemakesthedifference (ou “cada pessoa faz a diferença”, em tradução livre). Com ela, copos recicláveis estarão disponíveis em cafeterias e lojas da illycaffè e em outros canais de venda.

Em outra frente, a empresa lançará em outubro uma nova máquina, a X1 ESE & Ground, que será feita com materiais duráveis e embalagem ecologicamente correta. Ela terá uma tecnologia que permite distribuir café, vapor e água quente imediatamente, o que evita o tempo de espera. Além disso, a máquina combinará novos sachês compostáveis e o uso de café moído, dois métodos de preparação considerados mais ambientalmente sustentáveis.

Lançada em julho, a campanha #Onemakesthedifference abre a série de iniciativas com as quais a illycaffè pretende zerar sua pegada de carbono até 2033. A meta não é casual: esse será o ano do primeiro centenário da companhia. Criada em Trieste, no nordeste italiano, ela segue sob controle da família fundadora até hoje.

Cafeicultores

O projeto acaba de ser lançado, mas isso não significa que os esforços de sustentabilidade social, ambiental e econômica da companhia sejam recentes. Um exemplo de seu trabalho nessa frente é a relação com os cafeicultores brasileiros. Em 1991, a empresa criou no país um sistema de negociação direta com os produtores locais, que são os principais fornecedores para o blend da marca.

Com o acordo, a empresa abriu mão de contatos com comerciantes e intermediários internacionais e passou a premiar o esforço de produção sustentável ao oferecer preços até 30% maiores que a cotação do grão no mercado. Em troca, ela exigiu produtos de extrema qualidade e que respeitassem normas ecológicas e sociais nas fazendas.

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