Aos 50 anos, loja que vende malas perdidas em aeroportos estreia no e-commerce

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Faz meio século que a Unclaimed Baggage, nos Estados Unidos, vive de vender itens de malas perdidas em aeroportos. Como a pandemia derrubou o tráfego aéreo em todo o mundo, é de se imaginar o impacto do novo coronavírus sobre um negócio que depende diretamente da manutenção dos voos. Assim, aos 50 anos, a loja passou a atuar também no comércio eletrônico.

A história da Unclaimed Baggage começou em 1970, quando Doyle Owens, seu fundador, pagou US$ 300 por um carregamento de malas perdidas e vendeu de porta em porta o que havia nelas. A loja cresceu muito desde então. Ela ocupa hoje um espaço de quase 5 mil metros quadrados na cidade de Scottsboro, no estado do Alabama e, antes da covid-19, recebia até 7 mil itens todos os dias.

Segundo a Unclaimed Baggage, apenas 0,03% das malas despachadas pelos passageiros se perdem nos voos. Além disso, a bagagem perdida só passa a ser propriedade do aeroporto depois de 90 dias do extravio. À primeira vista, talvez isso pareça pouco, mas o potencial do negócio fica mais claro quando se leva em conta que, só no ano passado, 1,1 bilhão de passageiros passaram pelos aeroportos americanos, o maior volume da história.

Negócios e caridade

Um terço dos achados são doados para instituições de caridade, um terço é jogado fora e um terço é limpo e colocado à venda. As roupas, que passam por uma lavanderia própria da loja antes de irem para as gôndolas, representam 60% dos artigos oferecidos aos consumidores. Os itens chegam a ser vendidos por preços até 80% menores que os encontrados em varejistas convencionais.

A operação de e-commerce da Unclaimed Baggage começou com um conjunto limitado de itens, mas a lista tem crescido. Não estão nela achados curiosos que já ocorreram no passado, como uma máscara funerária egípcia, mas é possível encontrar, por exemplo, uma pulseira de diamante e ouro 18 quilates. A peça foi avaliada em US$ 27,7 mil, mas está à venda por metade desse valor. Uma pechincha.

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