Os três pontos em comum entre as empresas mais inovadoras do mundo

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A consultoria Boston Consulting Group publicou neste ano a 14ª edição do ranking em que apresenta as 50 empresas mais inovadoras do mundo. A lista reúne habituais campeãs em comparativos do gênero: a Apple assumiu o primeiro lugar ao ultrapassar Alphabet (a controladora do Google) e Amazon, que passaram a ocupar a segunda e a terceira posições, respectivamente.

O estudo é feito com base em uma pesquisa em que a consultoria ouve o que mais de 2,5 mil executivos de todo o mundo têm a dizer sobre tendências em inovação. A BCG também utiliza um banco de dados global sobre o tema que reúne informações sobre mais de mil empresas. A íntegra do relatório está disponível neste link.

As 50 empresas mais inovadoras do mundo são de diferentes setores, mas, quando o assunto é inovação, elas têm ao menos três pontos em comum, segundo a BCG. A seguir, as constatações apresentadas pelos autores do ranking. Elas podem servir de norte para os líderes empresariais brasileiros, especialmente em um ano desafiador como o da pandemia.

A inovação não fica só no discurso

Para ter sucesso em inovação, é preciso fazer desses esforços de fato um compromisso; inovar tem que ser uma prioridade e, isso exige investimento contínuo. Isso significa, entre outras coisas, buscar oportunidades para inovar mesmo fora de sua área principal de atuação. Segundo a BCG, 60% das empresas classificam a inovação como uma de suas três maiores prioridades, mas nem todas colocam esse discurso em prática.

Ganhar escala é uma vantagem

Esse fator foi um dos que se transformaram na pandemia. No mundo pré-coronavírus, ser de grande porte não tornava uma empresa necessariamente menos competitiva que concorrentes menores quando se tratava de inovação. Agora, de acordo com a consultoria, a crise surgida com a covid-19 tem dado a empresas maiores vantagens no desenvolvimento de produtos, serviços e novos modelos de negócios.

Inovar exige um sistema organizado

O sucesso em inovação não é sinônimo de líderes inspirados ou de um brainstorming bem-sucedido, mas de um sistema organizado e ininterrupto, que envolve toda a empresa. Esse fluxo de ideias, ações e investimentos precisa estar redondo para funcionar na prática, e não apenas como um chavão corporativo.

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