O que as cidades com melhores perspectivas de emprego no pós-pandemia têm em comum

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Cingapura, Copenhague (Dinamarca), Helsinque (Finlândia), Oslo (Noruega) e Dubai (Emirados Árabes) são, nesta ordem, as cinco cidades com as melhores perspectivas para a geração de emprego após a pandemia. A constatação aparece em um relatório feito em parceria entre a FutureLearn, plataforma de ensino à distância ligada à universidade britânica The Open University, e o buscador de empregos Seek.

Ao todo, a lista apresenta as 100 cidades em que a oferta de trabalho deve se recuperar com mais rapidez após a crise do coronavírus. Para identificá-las, os autores compararam dados como o crescimento do produto interno bruto (PIB) nos últimos anos, eficiência governamental e impacto estimado da covid-19 sobre suas economias.

Os 15 diferentes fatores considerados para o relatório foram divididos em quatro categorias: economia, políticas públicas, qualidade de vida e igualdade de gênero. Em 12 dos quesitos analisados, as cidades foram classificadas em uma escala de zero a 100; nos outros três, relacionados ao desempenho do PIB, a medida foi em termos percentuais.

Há ao menos dois pontos em comum entre as cidades no topo da lista: todas elas têm forte presença de mulheres em postos de liderança e percentuais elevados de imigrantes no total de sua população, com boa abertura de suas economias para estrangeiros (e, portanto, tolerância racial, segundo os critérios usados pelos autores). Todas as dez primeiras colocadas tiveram pontuação superior a 90 nesses dois quesitos, segundo uma análise feita pelo Vida de Empresa.

Nos outros indicadores, as líderes representaram um ponto fora da curva em relação às demais em ao menos um aspecto. Dubai, a quinta colocada, por exemplo, foi a única entre as dez primeiras a ter baixa avaliação na diferença salarial entre homens e mulheres: a nota da cidade nesse quesito foi 10, enquanto a das demais líderes ficou sempre acima de 90.

Crise em tempo real

“Ao coletar dados para o estudo, testemunhamos em tempo real o impacto da covid-19 sobre a economia”, disse, em comunicado, o CEO da FutureLearn, Simon Nelson. Só foram consideradas no comparativo cidades de um dos 35 países que são integrantes efetivos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O Brasil não faz parte da entidade.

Gotemburgo, Malmö (ambas na Suécia), San Francisco (EUA), Munique (Alemanha) e Genebra (Suíça) completam a lista das dez primeiras. Da América Latina, são três representantes entre as 100: duas mexicanas (Monterrey e Cidade do México, em 96° e 98° lugares, respectivamente) e a capital chilena, Santiago, que ficou na 100ª posição. México e Chile são os dois únicos países-membros da OCDE na região. O relatório completo está disponível neste link.

Clique aqui e leia no Vida de Empresa histórias sobre como as companhias estão enfrentando o coronavírus.

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