Carlos Brito, da AB InBev: os três pilares da liderança corporativa

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Após mais de uma década, Carlos Brito pode estar perto de encerrar sua trajetória como principal executivo da Anheuser-Busch InBev. O Financial Times informou nesta segunda-feira (7/9) que o processo de escolha do próximo CEO da maior cervejaria do mundo já começou. Segundo o jornal britânico, a mudança deve ocorrer em 2021.

Qualquer que seja o desdobramento desse processo, Brito já inscreveu seu nome entre os grandes executivos brasileiros. Em 2004, ele assumiu o comando da InBev, empresa que surgiu a partir da fusão entre a brasileira Ambev e a belga Interbrew. Quatro anos depois, Brito liderou a compra da americana Anheuser-Busch. A operação fez surgir a atual AB InBev, empresa que teve receita global de US$ 52,3 bilhões em 2019.

Eleito – mais de uma vez – pela Harvard Business Review um dos maiores líderes empresariais do mundo, Carlos Brito diz que resultados, pessoas e método são os três fatores que definem liderança. A definição parece simples, mas o raciocínio por trás dela certamente não é – e o próprio CEO faz a ressalva.

“A liderança é algo muito fácil de definir, mas muito difícil de assimilar”, disse ele em uma palestra a alunos da escola de negócios da Universidade Stanford, nos Estados Unidos. “Pode-se dizer muita coisa sobre liderança, mas, para nós, trata-se de atingir resultados; com uma equipe; e fazendo as coisas de maneira correta.”

Lições atemporais

Ao longo de quase uma hora, Brito falou sobre esses três pilares em um evento realizado em 2013 – mas que, mesmo passados quase sete anos, soa atemporal. Além disso, as lições se encaixam em todo tipo de empresa, de qualquer setor ou tamanho, ainda que o executivo tenha usado exemplos práticos da AB InBev para ilustrar seus argumentos.

Sobre o primeiro pilar, o CEO diz que o que conta não é apresentar ótimos resultados uma só vez, mas consistentemente, ao longo do tempo. Para isso, afirma, é preciso inspirar as pessoas, que compõem o segundo pilar – e que têm que “sonhar, ter um senso de propósito em comum.”

“Não se faz nada sozinho”, disse. “Um líder tem que fazer as pessoas acreditarem que podem fazer mais do que acham que podem.” No terceiro pilar está a ideia de que os fins não justificam os meios. “O como é tão importante quanto o quê você faz”, disse o executivo carioca, de 60 anos.

A íntegra da palestra (em inglês) está disponível neste link.

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