O que coloca São Paulo entre os 100 maiores polos científicos do mundo

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São Paulo está entre os 100 principais polos de produção científica do mundo, segundo um novo ranking, publicado neste início de setembro. A lista é um desdobramento do Índice Global de Inovação (IGI), um comparativo sobre a inovação nos países. A Universidade Cornell, nos Estados Unidos, o Instituto Europeu de Administração de Empresas (INSEAD) e a Organização Mundial de Propriedade Intelectual, agência que integra a ONU, produzem os dois estudos.

O relatório considera os registros de novas patentes e o número de autores de cada polo citados nas principais publicações científicas do mundo; assim, ele não inclui outras métricas usadas para comparar os graus de inovação em cada local. Única cidade brasileira e da América Latina no ranking, São Paulo apareceu em 61º lugar.

Os levantamentos são publicados anualmente, mas com base em informações de janelas de cinco anos. Na edição 2020 do levantamento estão as estatísticas referentes ao intervalo entre 2014 e 2018. Nesse período, os pesquisadores de São Paulo fizeram 751 registros internacionais de patentes e 37,6 mil publicações nos periódicos que são referência da produção científica global.

Como, em muitos casos, as cidades da lista funcionam de maneira complementar entre si, o ranking considera os polos (ou “clusters”), e não necessariamente cada cidade de modo isolado. Assim, o polo Tóquio-Yokohama, no Japão, apareceu em primeiro lugar. Entre os países, os Estados Unidos tiveram o maior número de clusters: foram 25, ao todo. A China ficou em segundo, com 17.

Uma classificação adicional leva em conta o número de habitantes de cada polo. Nesse “ranking de intensidade” de produção científica e tecnológica, São Paulo, com 18 milhões de habitantes em sua região metropolitana, ficou na 98ª colocação. Cambridge, no Reino Unido, que tem cerca de 450 mil habitantes, foi a campeã no comparativo de intensidade.

Ranking dos países

O ranking dos polos científicos e o Índice Global de Inovação, que classifica os países, são publicados simultaneamente. No IGI entram informações sobre registros de patentes e publicações de artigos científicos, mas não só isso. Além desses dados, o comparativo considera ainda indicadores como criação de aplicativos para telefones celulares e exportação de alta tecnologia. A Suíça manteve a primeira posição no IGI em 2020, e o Brasil ficou em 62º lugar.

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