Pesquisa aponta que criatividade será característica mais buscada no pós-Covid

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No mundo pós-Covid, qual será a característica profissional mais demandada pelas empresas? De acordo com o estudo do Futuro For Work Institute e EY na Espanha, o resultado já é conhecido: criatividade.  A publicação “As empresas espanholas frente à revolução do reskilling”, realizada com a consulta a 54 grandes companhias, aponta que as incertezas geradas pela pandemia e a necessidade de inovação vão exigir uma nova maneira de pensar e agir dos profissionais. 

A liderança da criatividade como principal habilidade do profissional buscada entre 2020 e 2022 não é mero acaso. A lista é seguida por características como “a coleta e avaliação das informações (87%), a análise das informações numéricas (85%), o trabalho em equipe (81%) e o coaching (76%) completam a parte superior da tabela. Por outro lado, habilidades puramente tecnológicas, como programação de software (72%), não aparecem até a sexta posição, de uma lista com 20 aptidões.

“As empresas enfrentam problemas novos e mais complexos e precisam de pessoas que ajude-os a resolvê-los. É por isso que mais empresas exigem de seus trabalhadores “habilidades duradouras”, como criatividade, coleta de informações, avaliação e análise, trabalho em equipe e habilidades de treinamento e coaching. Por ele, ao contrário, entre as capacidades cuja demanda deverá cair entre 2020 e 2022, a maioria das empresas participantes do estudo menciona a realização tarefas repetitivas, padrão ou que requerem força física, bem como a operação de ferramentas e equipamentos mecânicos”, informa o estudo.

O próprio nome do estudo indica os desafios que as empresas terão que enfrentar. “Nos últimos anos, a reskilling (requalificação) se tornou a palavra da moda entre os especialistas em treinamento empresarial, educação, orientação profissional, mercado de trabalho e políticas de emprego. Mas, especificamente, do que estamos falando quando falamos em requalificação? Às vezes, é feita uma distinção entre dois conceitos vizinhos:  reskilling e upskilling. O primeiro O termo se refere ao aprendizado de novas habilidades e conhecimentos que permitem a uma pessoa fazer um trabalho diferente daquele que vinha fazendo até momento. O segundo termo, upskilling, refere-se à aquisição de novas capacidades que permitam à pessoa continuar fazendo o mesmo trabalho que fazia até agora de uma forma diferente, seja porque tecnologia, métodos de trabalho ou outras circunstâncias. No entanto, em outras ocasiões, o termo reskilling (requalificação) é empregado em um sentido mais amplo e inclui tanto a aquisição de habilidades necessário para mudar de emprego (requalificação em sentido estrito), como aprender das habilidades necessárias para fazer o mesmo trabalho, mas de uma maneira diferente ou com outros meios (aperfeiçoamento)”, explica o levantamento. 

Neste contexto, o levantamento aponta caminhos para essa requalificação profissional que possa levar a profissionais mais criativos e adaptados. “A maioria das empresas aponta entre os métodos mais eficazes para resolver problemas derivados da falta de qualificação de seus trabalhadores: planejamento estratégico da força de trabalho, facilitando a reciclagem profissional de seus funcionários atuais, preocupem-se em conhecer as capacidades que cada um dos seus funcionários, promovem a versatilidade de seus atuais trabalhadores e a mobilidade de seus funcionários entre diferentes empregos”, afirma.

Porém, o caminho nem sempre é simples. Para os autores do estudo, a baixa consciência e falta de senso de urgência por parte de trabalhadores, aliadas à falta de curiosidade e de orientação para o aprendizado, são os principais obstáculos para que profissionais adquiram ou aperfeiçoem suas habilidades exigidas pelas empresas no pós-Covid. Assim, cabe aos líderes empresariais de visão criar um movimento de aprendizagem de novas capacitações, tornando o ambiente de seu negócio mais adequado aos desafios que estão surgindo.

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