Presidente da Microsoft pede “referendo sobre o capitalismo”

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Em um sinal claro de mudanças no mundo corporativo, Satya Nadella, CEO da Microsoft, propôs a realização de um “referendo sobre o capitalismo”, indicando uma nova forma de avaliar as empresas. A mensagem que partiu do dirigente máximo da empresa que vale US$ 1,6 trilhão, durante o encontro virtual JUST 100 da Forbes nesta quarta-feira.

“É razoável, hoje em pleno 2020 e no meio desta pandemia, ter, de verdade, um referendo sobre o capitalismo. Todos nós temos que reconhecer qual é o propósito social central de uma corporação”, afirmou o CEO da empresa. Ele indicou que corporações como a Microsoft devem ser medidas pelo número de empregos e receitas criados fora da empresa e pelo impacto econômico que têm nos mercados onde operam, em oposição aos excedentes gerados dentro de uma empresa.

Na conferência, Nadella contou que se inspirou, para propor o referendo do capitalismo, em um livro publicado no ano passado pelo professor de estudos de administração de Oxford, Colin Mayer, que indica, em apelos recorrentes, que os líderes empresariais se comprometam a direcionar suas corporações para o chamado “capitalismo de partes interessadas”.

Para provar que não eram palavras ao vento, o CEO da Microsoft — que fez o faturamento da empresa subir muito desde quando assumiu o cargo, em 2013, em parte por investir em serviços na nuvem, segmento que cresceu ainda mais na pandemia e levou a faturamentos e valorização recorde de seu grupo — lembrou que a companhia assumiu o compromisso de se tornar “carbono neutra” até 2030 e destacou um impulso do LinkedIn para lidar com a desigualdade racial como iniciativas apoiadas pelos acionistas.

O termo “referendo do capitalismo” não é novo. No início deste ano, o Fórum Econômico Mundial em Davos usou a frase como tema para seu evento anual, uma mudança que aconteceu depois que quase 200 CEOs de grandes corporações – incluindo Jeff Bezos da Amazon e Jamie Dimon do JPMorgan Chase – assinaram novas diretrizes pela Business Roundtable que especificava o papel de uma corporação era “promover uma economia que sirva a todos os americanos”.

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