Estudo aponta pessimismo e falta de inovação de empresas brasileiras

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Um estudo global realizado pela Nielsen, em parceria com a McKinsey mostra que as empresas na América Latina — incluindo o Brasil — ainda pecam no quesito inovação em suas práticas aplicadas ao Marketing e Vendas. E, ao mesmo tempo, estão mais pessimistas com a recuperação pós-Covid que companhias de outros países das Américas. As empresas brasileiras só não são mais pessimistas que as europeias.

De acordo com o levantamento, 20% das empresas brasileiras estão pessimistas, contra 18% das canadenses, 15% das norte-americanas e 15% das mexicanas, 10% das colombianas, 7% das centro-americanas e apenas 2% das peruanas. Por outro lado, 24% das empresas inglesas, 35% das italianas e 42% das espanholas se disseram pessimistas. Na Ásia há a maior diferença: enquanto 44% das empresas japonesas se mostram pessimistas, apenas 4% das chinesas respondem desta forma.

Este estudo “Commercial Excellence Benchmarking” é divulgada a cada dois anos desde 1978 por meio da coleta de informações das empresas líderes de CPG (sigla em inglês para bens de consumo não duráveis). A edição mais recente do estudo ouviu 36 empresas de bens de consumo na América Latina, que, juntas, possuem receitas superiores a US$ 25 bilhões. Os resultados baseiam-se em dados globais de mais de 320 empresas, representando US$ 2,4 trilhões em vendas líquidas e US$ 70 bilhões em despesas comerciais.

Para elaborar o estudo, a Nielsen e a McKinsey listaram seis pilares seguidos pelas empresas consideradas vencedoras: Portfólio e design, Data Driven, Precisão de precificação, Sales & Instore e E-commerce, além de uma nova — focada em movimentos ágeis de operações. A edição mais recente do estudo ouviu 36 empresas de bens de consumo na América Latina, que, juntas, possuem receitas superiores a US$ 25 bilhões. Os resultados baseiam-se em dados globais de mais de 320 empresas, representando US$ 2,4 trilhões em vendas líquidas e US$ 70 bilhões em despesas comerciais. No Brasil, de acordo com o levantamento, 29% das companhias analisadas ainda não se destacam em nenhum dos quesitos que classificam uma empresa como vencedora.

 Embora esteja num patamar melhor ao verificado nos demais países da América Latina, o país ainda é superado no mesmo quesito pelo México (8%). Por outro lado, 29% das empresas que atuam no mercado brasileiro contam com destaque em um dos focos considerados relevantes pelo estudo da Nielsen/McKinsey e 43% figuram entre as que contemplam três práticas vitoriosas — índice bem superior à média regional (13%). 

De acordo com o estudo, a inovação é ainda um ponto fraco na América Latina e as práticas adotadas pelas empresas vencedoras não são significativamente diferentes do que as concorrentes praticam mundo afora. Além disso, ainda são consideradas iniciativas básicas. Uma série de dados servem de exemplo no que se refere à importância das empresas desenvolverem essas práticas vencedoras. De acordo com o estudo, as companhias que assim  o fizeram modificaram 20% de seu portfólio na comparação com com o ano anterior, contra 17% das demais companhias, obtendo um crescimento de vendas de 2,9 pontos, contra 1,9 das demais.

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