CEOs criam rede para gerar um milhão de empregos para negros

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Se no Brasil algumas iniciativas para contratação de estagiários negros geraram controvérsia e foram para na Justiça, nos EUA movimentos semelhantes ganham força  e dinheiro. Um grupo de CEOs de grandes empresas anunciou nesta quinta-feira que vão criar um milhão de empregos para negros nos EUA. E arrecadaram US$ 100 milhões (R$ 500 milhões) para uma empresa que treinará candidatos a estas vagas.

No total o movimento conta com 30 grandes empresas, como IBM, Nike, Target, Bank of America, Amex, Johnson & Johnson, Walmart e Whirlpool. Liderado por Ken Frazier, presidente da farmacêutica Merck, o movimento ocorre em torno da OneTen uma startup que objetiva em ajudar os negros americanos sem diplomas de quatro anos de faculdade, mas com diplomas de ensino médio e outras certificações, a encontrar e manter “empregos para sustento da família”. Quase 80% dos negros americanos não possuem diploma universitário.

“O que uniu as pessoas é que elas olharam para nosso país e disseram, é esta geração de CEOs que não querem passar isso para a próxima geração”, disse Frazier, um dos quatro CEOs negros na Fortune 500, em uma entrevista noticiada pelo Wall Street Journal.

Dados da OneTen apontam que os negros representam 12,4% da população dos Estados Unidos, mas apenas 8% dos profissionais. Em cargos executivos de empresas, contudo, esse percentual cai para 3,2%. Assim, mais que contratar negros, o objetivo é auxiliá-los a se qualificarem e se promoverem nas empresas, evitando o chamado efeito “balde furado”, que nos EUA significa incluir pessoas de um lado, mas elas acabam saindo rapidamente em outro momento, sem ganhos específicos e duradouros.  A OneTen deve começar a abrir diversos escritórios pelos EUA.

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