Engajamento marca restaurante de imigrantes que tem até “think table”

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Inaugurado há um ano, antes da pandemia, o “Immigrant Food” em Washington se firma com um novo tipo de gastronomia: o primeiro restaurante “gastropolítico” dos EUA, com a proposta de trazer o bate-papo social, político e econômico à prova dos seus clientes. Entre pratos típicos de países que remetem às grandes ondas migratórias dos Estados Unidos, o empreendimento localizado no coração da capital americana, não se propõem apenas a servir lanches e refeições, mas se tornou um centro de engajamento e debate.

Criado com essa proposta de debate social, o Immigrant Food é um modelo de negócio que pode vir a ser tendência neste momento de economia com impacto. Longe de ser uma ONG, o empreendimento é uma opção que alia causas sociais à lucratividade para os sócios e também às causas apoiadas.

Com opções que variam de US$ 12 a US$ 15, o Immigrant Food, que tem como lema “unidos à mesa”, celebra a comida “fusion”, como Bowls que unem tradições vietnamitas com caribenhas, mexicanos, indianos e gregos no mesmo prato ou Irlanda e México em uma mistura de sabores. O comando da casa está a cargo do renomado chef venezuelano Enrique Limardo.

Mas além da história por trás de cada prato, a política imigratória entra no restaurante. Junto com o cardápio de refeições há um menu de engajamento, onde o cliente pode escolher entre doar dinheiro para alguma causa, assinar algum manifesto ou se inscrever em alguma ONG. As fotos que enfeitam o local, a uma quadra da Casa Branca, trazem apenas imigrantes e uma grande tela interativa no estabelecimento convida as pessoas a indicarem, em um mapa, de onde é sua origem.

Mas não é só isso. O local tem um “think table” sobre imigração, brincadeira do idealizador do projeto, Peter Schechter, empresário que decidiu unir seus dois “mundos” — ele é sócio de alguns restaurantes na cidade e já foi até presidente de um centro de estudos, o Atlantic Council. Antes da pandemia, o local abria à tarde apenas para reuniões de debates. Agora, isso ocorre de forma virtual. Na edição de dezembro dos debates, por exemplo, o restaurante trouxe nomes como o vencedor do Pulitzer e colunista do New York Times, Tom Friedman, a líder comunitária na Sierra Gorda mexicana, Pati Ruiz Gordez. O presidente fundador e CEO da ONG Forest Trends , Michael Jenkins.

“Nosso objetivo é celebrar a imigração, em pratos saborosos, lembrando de nossas origens e debatendo o assunto. A imigração é algo que une o país, 74% dos americanos apoiam a imigração” afirmou Peter Schechter.

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