A produtividade ganhou protagonismo na pandemia

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Em meio a uma das maiores crises mundiais, finalmente o aumento da produtividade a partir das tecnologias da chamada Quarta Revolução Industrial finalmente pode ser percebida. De acordo com Erica Volini, da  Deloitte Consulting, em artigo publicado pela Forbes, nos tempos mais sombrios — crise provocada pela Covid-19 –, começou a ser percebido o impulso das tecnologias na capacidade de produção. Ela explica que para chegar a esse resultado, não deve-se apenas focar no trabalho remoto, mas sim olha para o “maior ativo que temos para impulsionar e sustentar esses ganhos de produtividade”: o trabalho.

A especialista mostra que dados recentes do US Bureau of Labor Statistics, destacam que houve um aumento de 4,6% na produtividade no terceiro trimestre de 2020.  No trimestre anterior a esse, o ganho produtivo foi de 10,6%. Esses ganhos,de acordo com a especialista, ocorreram por diferentes razões. No caso do segundo trimestre, os dados norte americanos trazem uma perspectivas de redução da produção e nas horas trabalhadas, o que evidencia ganho de produtividade a partir de perda de emprego com altas taxas de desemprego. Nessa situação, a produtividade deve ser classificada como ruim: “representa um futuro de trabalho que nenhum de nós imaginou ou desejou”. 

Mas esse caso não se repetiu no terceiro trimestre, quando as estatísticas evidenciam os maiores ganhos de produção e horas trabalhadas desde que o departamento começou a rastrear em 1947, além de mostrar a produção ultrapassando as horas trabalhadas. 

“Embora demore mais do que alguns períodos de dados de produtividade para discernir uma tendência, para os líderes de negócios, esse pode ser um dos sinais mais importantes em uma década”, explica Erica Volini em seu artigo.

Para Volini, os números do terceiro trimestre mostram que algo mudou nos últimos meses. Essa mudança, de acordo com ela, foi impulsionada pela “compreensão de que a crise não era apenas um momento no tempo ao qual precisávamos responder, mas sim o início de uma realidade nova e perturbadora na qual precisamos aprender a viver e trabalhar”.

A pandemia impôs uma nova realidade e organizações e trabalhadores passaram a viver novas rotinas,  e o trabalho não precisa necessariamente acontecer no escritório. A maior interação institucional deve levar a um veículo altamente eficaz para produzir resultados. “Eles aprenderam que o bem-estar não precisa ser separado do trabalho em si; que a tecnologia não se destina a substituir, mas sim a aumentar e colaborar com as capacidades humanas”.

De acordo com Volini, depois da pandemia 61% dos executivos entrevistados no relatório 2021 Global Human Capital Trends da Deloitte disseram que planejam se concentrar no trabalho de reimaginação, em comparação com apenas 29% no ano anterior. Com essa mudança, as organizações agora têm a oportunidade de reverter a tendência de queda da produtividade e transformar as altas recentes em uma verdadeira curva em forma de J, que transforma um período desfavorável em uma recuperação com níveis de produtividade ainda maiores do que antes.

Volini lembra que a resposta não pode ser unilateral e que é necessário aproveitar esta oportunidade e não pode depender simplesmente de tornar o trabalho remoto.  

“A função vem de pensar no trabalho como uma série de resultados, não apenas produtos. Para tornar o trabalho a força motivacional que pode ser, ele deve se basear em um conjunto de aspirações que podem ser medidas em termos do valor exponencial que criam. Nunca pensamos que as vacinas pudessem ser desenvolvidas em um ano, mas foram. Os resultados do trabalho que impulsionam a arte do possível irão liberar o potencial humano de novas maneiras”, disse Volini.

A forma vem da união de recursos humanos e tecnológicos para atingir novos resultados e da descoberta de maneiras novas e criativas de liberar esses recursos. 

 

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