47% dos novos diretores das grandes companhias são mulheres, diz estudo

Leia também

O relatório da consultoria internacional Spencer Stuart sobre os conselhos de administração das empresas que compõem o S&P 500, índice que reúne as maiores indústrias e empresas listadas em bolsa nos EUA, aponta um recorde no número de mulheres entrando nestes conselhos. Segundo o levantamento, dos 413 diretores nomeados ano passado para o “board” destas empresas, 47% são mulheres. No levantamento anterior esse percentual era de 46% e, em 2015, de 31%.

Segundo o estudo, há agora ao menos uma mulher por conselho de cada uma destas 500 empresas. Entretanto, elas ainda são minorias: as mulheres representam apenas 28% de todos os membros dos conselhos destas empresas. Em 2016 elas representam 26% dos conselhos e, em 2015, apenas 20%. Apenas 30 das 500 empresas são presididas por mulheres, contra 25 em 2019.

Em geral, segundo o levantamento, as empresas do S&P 500 têm, em média, 11 integrantes, sendo que, na média, apenas três são mulheres. Cinco por cento das empresas do índice possuem apenas uma mulher no conselho, enquanto apenas 3% dos conselhos possuem seis ou mais diretoras. Há uma década, as mulheres representavam, em média, 1,7 dos assentos dos conselhos destas empresas.

O estudo ainda indica que 22% dos novos diretores que integraram conselhos das empresas no ano passado são considerados minorias nos EUA. De acordo com o levantamento, 11% são negros, 8% asiáticos e 3% são latinos.

“Os conselhos corporativos estão enfrentando demandas por mudanças. Forças externas, incluindo investidores e legisladores, estão pressionando os conselhos para expandir a diversidade de perspectivas em torno da mesa do conselho para incluir mais mulheres, minorias raciais e étnicas, executivos mais jovens e líderes com os conjuntos de habilidades para desafios de negócios emergentes”, afirma o relatório.

- Publicidade -

Outras notícias

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Publicidade -

Mais recentes

Cresce interesse de investidores sobre ESG no mercado brasileiro

O ESG provou que não é apenas uma moda. As empresas e investidores se preocupam tanto com questões ambientais, sociais e de governança como...

Fintechs brasileiras batem recorde e captam mais de US$ 1,9 bilhão em 2020

Um levantamento da Distrito Dataminer, braço de inteligência de mercado da empresa de inovação aberta Distrito, afirma que o ano de 2020 foi de...

Levantamento do Linkedin mostra que trabalhadores terminaram 2020 menos otimistas

Trabalhadores brasileiros fecharam 2020 menos confiantes. Isso foi o que mostrou a quinta edição do Índice de Confiança do Trabalhador, realizado pelo LinkedIn, a...

Pandemia, crise climáticas e movimentos sociais levam a marketing a seu maior desafio

Muito se fala sobre transformações no jornalismo, nas mídias e no entretenimento. Pois agora é o momento de se repensar o marketing. Um artigo...

Vacinas, racismo e clima: motores do ESG em 2021

A Boston Common Asset Management definiu quais serão os três motores para os investimentos em ESG (sigla em inglês para ambiental, social e governança)...