Atrasos com a vacina podem reduzir crescimento global de 4% para 1,6%, diz Banco Mundial

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Um estudo publicado nesta semana pelo Banco Mundial estima que a economia global vai crescer 4% em 2021, recuperando parte das perdas de 2020. O motor será a China e o combustível, a vacinação e o controle da pandemia. 

Porém, o relatório do banco faz um alerta: um atraso na vacinação contra a Covid-19 pode ter grande impacto econômico. De acordo com a entidade, em um cenário pessimista no qual  “as infecções continuem aumentando e a distribuição de vacinas seja retardada, a expansão global poderia se limitar a 1,6% em 2021″.

“Embora a economia global esteja crescendo novamente após uma contração de 4,3% em 2020, a pandemia causou um grande número de mortes e doenças, mergulhou milhões de pessoas na pobreza e pode reduzir a atividade econômica e a renda durante um período prolongado. Controlar a disseminação de COVID-19 e garantir a distribuição rápida e ampla de vacinas são as principais prioridades políticas de curto prazo. Para apoiar a recuperação econômica, as autoridades também precisam facilitar um ciclo de reinvestimento que visa alcançar um crescimento sustentável e menos dependente da dívida pública”, afirma o relatório. 

Nas economias avançadas, uma recuperação incipiente estagnou no terceiro trimestre após o ressurgimento dos contágios, apontando para uma recuperação lenta e difícil. O Banco Mundial projeta que o PIB dos EUA suba 3,5% em 2021, após uma contração de 3,6% em 2020. A zona do Euro deverá passar de uma queda de atividade de 7,4% em 2020 para uma alta de 3,6% em 2021. A China, que segundo a estimativa do banco cresceu 2% em 2020, deverá ver seu PIB crescer 7,9% neste ano. Na América Latina, uma das regiões mais afetadas pela pandemia, o crescimento do PIB neste ano deverá ser de 3,7%, após uma queda de 6,9% no ano passado.

“Embora a economia mundial pareça ter entrado em uma recuperação moderada, os formuladores de políticas enfrentam enormes desafios – na saúde pública, gestão da dívida, políticas orçamentárias, banco central e reformas estruturais – ao tentar para garantir que esta ainda frágil recuperação global ganhe impulso “, disse David Malpass, presidente da organização, em teleconferência.

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