Grandes empresas abandonam Donald Trump

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A noite de quarta-feira foi marcada pela abertura do segundo processo de impeachment contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Um novo marco na política americana, tudo por causa de seu discurso antes de seus apoiadores invadirem o Congresso americano, no último dia 6. Mas não apenas por isso. Diante da postura do presidente norte-americano, diversas empresas, dos mais diferentes setores, ampliaram medidas para se distanciar de Trump em fim de mandato. Ações que só ocorrem agora, depois de quatro anos de boas relações.

As notícias foram sendo reveladas com o passar do dia. O caso mais emblemático foi do Deutsche Bank. A família do presidente e seus negócios já possuem empréstimos que somam US$ 340 milhões (R$ 1,8 bilhão) com a instituição, que afirmou que não fará novos negócios com a família no futuro. “Somos orgulhosos da nossa Constituição e apoiamos aqueles que trabalham para assegurar que a vontade do povo seja respeitada em uma transição pacífica”, escreveu em uma rede social Christiana Riley, chefe de operações do banco alemão nos Estados Unidos.

O Signature Bank, banco que chegou a ter Ivanka Trump como diretora, afirmou que está fechando duas contas pessoais de Trump, que somadas chegam a um saldo de US$ 5,3 milhões (R$ 28,1 milhões), de acordo com notícia publicada no jornal “New York Times”.

Além disso, marcas como Coca Cola, Marriott, Morgan Stanley e AT&T afirmaram que não irão mais doar recursos para campanhas de republicanos que não reconheçam a vitória de Joe Biden ou que sigam apoiando Trump em suas alegações sem provas de fraude nas eleições de novembro de 2020.

Isso sem contar as gigantes Facebook e Twitter que baniram para sempre as contas de Trump em redes sociais. Durante o ano, empresas como Patagonia e The North Face, promoveram a campanha  #StopHate ForProfit, em que defendem o boicote publicitário a redes sociais que seguem dando voz a determinados grupos de ódio.

Ou seja, depois de empresas se envolverem em questões ambientais, sociais e de igualdade, aumenta a força de companhias que entram em temas políticos. Dado o poder destas empresas e o exemplo do mercado americano, não é impossível supor que, em breve, movimentos semelhantes ganhem força em outras localidades, inclusive no Brasil.

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