Vacinas, racismo e clima: motores do ESG em 2021

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A Boston Common Asset Management definiu quais serão os três motores para os investimentos em ESG (sigla em inglês para ambiental, social e governança) em 2021: vacinas, racismo e clima. Empresas e fundos que melhor enfrentarem estas três questões deverão sair na frente na atração de investimentos e negócios.

A consultoria lembra que 2020 foi um ano muito turbulento, mas iniciativas ESG saíram bem. Dados da Morningstar indicam que, até julho, fundos de investimentos ESG já haviam atraído mais recursos que em todo ano anterior. E esta mobilização tende a ser ainda maior este ano, com a esperada recuperação econômica. Neste cenário, mostrar responsabilidade e envolvimento nos temas mais importantes do ano farão a diferença.

Vacinas contra Covid-19

A virada do ano foi marcada pela ainda tímida distribuição de vacinas em muitos países do mundo, e a expectativa é que em poucas semanas o imunizante comece a chegar a outras localidades, incluindo o Brasil. Mas tudo ainda muito limitado, focado em grupos prioritários, como corpo médico e idosos.

Neste contexto, a forma como empresas irão se posicionar fará toda a diferença. Corporações que se envolvem em formas de ampliar a vacinação, principalmente mais públicos mais vulneráveis, poderão ter ganhos de reputação. “Os investidores pedirão às empresas que detalhem explicitamente como planejam cumprir seus compromissos de acesso à vacina para comunidades de baixa renda”, afirma a presidente da consultoria, Allyson McDonald.

Equidade Racial

Além dos severos impactos da pandemia, 2020 foi marcado por questões raciais, das manifestações nos Estados Unidos a episódios de mortes ligados ao racismo em grandes empresas do Brasil, como o caso do Carrefour, ou da polêmica pelo programa de treinamento exclusivo para negros do Magazine Luíza. Este tema tende a ganhar força em 2021.

As empresas estão divulgando mais informações sobre suas abordagens à diversidade, equidade e inclusão e divulgando publicamente os dados de diversidade e remuneração, mas há muito mais a ser feito. Além de atrair investidores e reputação, estas medidas trazem outros ganhos para quem se envolver com estas questões sociais: “As empresas se beneficiam da diversidade no local de trabalho, que se correlaciona com resultados de negócios mais sólidos, e seu desempenho depende de sua capacidade de atrair e reter grupos sub-representados”, afirma McDonald.

Mudanças climáticas

Em um ano marcado pela volta dos Estados Unidos ao Acordo de Paris, após a posse de Joe Biden, e com a conferência de Glasgow, o tema climático continuará importante. Mas os investidores ESG não estão esperando para agir. Mais gestores de investimentos estão pressionando os bancos a aumentar o financiamento para energias renováveis, descarbonizar suas carteiras de empréstimos e adotar metas alinhadas com o Acordo de Paris. “Os investidores ESG estão pressionando por mais divulgação das empresas sobre atividades políticas e de lobby relacionadas ao clima, políticas de ‘não desmatamento’, filiação a associações comerciais e gestão e supervisão de risco”, escreveu, em um artigo, a Boston Common Asset Management.

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