Fintechs brasileiras batem recorde e captam mais de US$ 1,9 bilhão em 2020

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Um levantamento da Distrito Dataminer, braço de inteligência de mercado da empresa de inovação aberta Distrito, afirma que o ano de 2020 foi de recorde de captação para as fintechs brasileiras: US$ 1,9 bilhão. O valor supera em 72% os recursos captados pelas companhias em 2019, quando, segundo o estudo, foram levantados US$ 1,1 bilhão.

O levantamento indica, ainda, que em todo o ano passado foram realizadas 115 rodadas de investimentos. O Brasil fechou o ano com 876 fintechs. No ano, as duas maiores rodadas do setor foram para o Nubank e Neon Pagamentos, ambas de US$ 300 milhões.

De acordo com o levantamento, as fintechs são divididas em 13 categorias. São elas: Serviços Digitais, Crédito, Backoffice, Tecnologia, Investimentos, Risco e Compliance, Meios de Pagamento, Fidelização, Finanças Pessoais, Cartões, Crowdfunding, Criptomoedas e Dívidas. Entre todas as categorias, a que mais recebeu recursos em 2020 foram as fintechs de Serviços Digitais. Ao todo, estas empresas receberam US$ 931 milhões no último ano. O volume é 84% maior do que o recebido em 2019, quando US$ 506 milhões foram aportados no segmento. Em seguida estão as fintechs de crédito, que receberam US$ 350 milhões em 2020, volume 10,6% superior ao ano anterior (US$ 316 milhões).

E os negócios não ficaram restritos aos aportes. “O levantamento mostra também que 2020 também foi histórico para as fintechs em relação às fusões e aquisições. Com 21 M&As (fusões e aquisições), o último ano alcançou 95% do número de transações ocorridas nos últimos nove anos de desenvolvimento do setor”, afirmou o estudo.

Nestas operações novos movimentos ocorreram: empresas consolidadas do mercado financeiro compraram fintechs, como o caso da da XP Investimentos com Fliper e a Antecipa, e grandes companhias de outros segmentos, como a Via Varejo e o Magazine Luiza, adquiriram as fintechs BanQi e Hub Fintech, respectivamente. 

“Para 2021, prevemos um cenário ainda mais otimista para as fintechs. Entendemos que o setor continuará a receber o maior número de investimentos, mas que o tamanho dos cheques vai aumentar ainda mais devido a necessidade de investimentos em estágios mais avançados”, comenta Gustavo Araújo, fundador e CEO do Distrito. “Devemos assistir ainda a um aumento da competitividade com a entrada de empresas de outros setores neste mercado e a presença de players internacionais”, completa, referindo-se à criação do RappiBank pelo Rappi e também pela chegada das fintechs N26, Revolut e Stripe no Brasil.

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