Pesquisa da Amcham aponta riscos de lentidão em reformas e vacinação como grandes desafios da retomada

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A Câmara Americana de Comércio (Amcham) publicou nesta terça-feira uma pesquisa realizada com 280 dos principais líderes empresariais do país que aponta os riscos de lentidão no avanço das reformas e da vacinação como maiores desafios da retomada econômica em 2021. Denominado “Plano de Voo Amcham – Perspectivas Empresariais 2021”, o levantamento ainda aponta que para 60% dos empresários brasileiros a maior preocupação do ano é a incerteza política. 

De acordo com o levantamento da Amcham, 36% dos respondentes são de grandes empresas, 31% médias, 20% pequenas e 13% de micro e e startups. Os participantes na sua maioria (48%) são C-level (CEOs, presidentes, vice-presidentes, sócios e diretores); outros 24% gerentes e 13% coordenadores e supervisores. “Sobre as linhas de atuação dos negócios, a maioria dos entrevistados atua na indústria (39%), serviços (23%), tecnologia (11%) e agronegócio (7%). A pesquisa foi aplicada foi de aplicada de 14 a 21 de janeiro, com associados e não associados Amcham”, informou a Câmara.

No estudo, a falta de agilidade para implementação da agenda de reformas (71%) e o ritmo lento na imunização da população brasileira (40%) foram as duas principais preocupações dos empresários brasileiros. Os entrevistados também apontaram riscos ou incertezas relacionadas à segunda onda de contaminação (29%), o isolamento político brasileiro no cenário internacional (22%), escassez de crédito e fuga de investimento estrangeiro direto (20%).

A pesquisa indica ainda que 60% dos empresários veem como prioridade reduzir a incerteza política no País para garantir a retomada da economia. A preocupação com o ambiente político ficou à frente de questões como o Custo Brasil (48%), Corrupção (40%), Desmatamentos (26%), Isolamento Global (25%) e Insegurança Jurídica (20%).

“Na visão empresarial, o ambiente político mais estável e o desenvolvimento de uma agenda para o País que passe por uma economia mais eficiente, pela redução das desigualdades sociais e por uma melhor gestão da questão de mudanças climáticas e gestão dos nossos ativos ambientais serão os pilares fundamentais para atacar o chamado custo brasil e melhorar nossa inserção global no curto e médio prazo”, analisa Deborah Vieitas, CEO da Amcham, entidade centenária que representa cerca de 33% do PIB brasileiro.

A Amcham também questionou os empresários sobre as relações Brasil-EUA no novo governo de Joe Biden. Os empresários acreditam que novo o governo brasileiro deve priorizar uma relação construtiva e pragmática (72%), já nos primeiros 100 dias de gestão do novo líder da Casa Branca. E 49% têm a expectativa da criação de uma agenda conjunta bilateral com foco no aprofundamento dos fluxos de comércio e de investimentos, enquanto 35% dos executivos creem que é necessário ampliar o desenvolvimento de uma nova relação focada em temas como sustentabilidade, bioeconomia e preservação ambiental. 

“Com o início da nova administração de Joe Biden, é hora de renovar a nossa parceria e estabelecer uma agenda pragmática em temas de comércio, investimentos, infraestrutura, energia, agricultura bioeconomia  e sustentabilidade, além de trabalhar para iniciar o funcionamento dos dois acordos bilaterais conquistados em 2020 (salvaguardas tecnológicas para uso da Base de Alcântara para lançamento de foguetes comerciais) e o mini-acordo comercial (que envolveu protocolos de facilitação de comércio, boas práticas regulatórias e anticorrupção)”, explica a líder da principal entidade bilateral.

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