Elon Musk dará US$ 100 milhões em prêmios para iniciativas que extraiam carbono do ar

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Elon Musk, o homem mais rico do mundo, anunciou nesta semana que doará US$ 100 milhões em um concurso que visa premiar iniciativas que consigam desenvolver tecnologias de retirada de carbono da atmosfera. Mais um passo “verde” para o homem que chegou ao topo financeiro com seus carros elétricos da Tesla. 

O concurso durará quatro anos e será supervisionada pela  Fundação XPRIZE, uma organização sem fins lucrativos que realizou outros concursos para incentivar os avanços tecnológicos. Se o concurso for bem-sucedido, dizem os organizadores, ele estimulará uma série de novas tecnologias que, juntas, removeriam dez gigatoneladas de carbono do planeta por ano em meados do século – quase um terço do carbono que a energia humana usa para bombear ar todos os anos.

Os concorrentes não apenas terão que construir protótipos funcionais que removem o carbono de forma mensurável, mas também terão que provar que podem escalá-los de forma econômica a um nível que exceda qualquer coisa que já tenha sido construída antes. 

“Esta não é uma competição teórica. Queremos equipes que construam sistemas reais que possam ter um impacto mensurável e escalar até um nível de gigatonelada”, disse Musk ao anunciar os requisitos do prêmio. “O que for preciso. O tempo é essencial.”

Com início no Dia da Terra, 22 de abril, o concurso durará quatro anos. As 15 melhores equipes serão selecionadas após os primeiros 18 meses e receberão US$ 1 milhão, ajudando a financiar suas operações enquanto trabalham para construir modelos operacionais. No final dos quatro anos, um prêmio de primeiro lugar de US$ 50 milhões será concedido, com o segundo lugar levando US$ 20 milhões e o terceiro melhor prêmio levando para casa US$ 10 milhões. Além disso, 25 bolsas de estudo no valor de US$ 200 mil serão concedidas a equipes acadêmicas concorrentes.

Os participantes devem construir protótipos de trabalho “rigorosamente validados” que removem pelo menos 1 tonelada de carbono por dia. As equipes serão avaliadas quanto à comprovação de que suas soluções podem ser ampliadas “até o nível de gigatonelada”. Para encontrar soluções econômicas em um campo notoriamente caro, as entradas também serão julgadas pelo custo por tonelada de carbono removida, bem como por quanto tempo o carbono removido permanece preso, com uma meta de pelo menos 100 anos.

“US$ 100 milhões podem realmente mover a agulha se aplicados taticamente”, disse Noah Deich, presidente da Carbon180, uma organização sem fins lucrativos que promove a remoção de carbono como estratégia climática. “Os investidores não querem correr riscos de mercado e de tecnologia. Se eles puderem demonstrar que a tecnologia funciona e usar dinheiro essencialmente filantrópico para isso, há muitas pessoas que querem aplicar muito capital.”

Os organizadores do concurso disseram esperar que uma variedade de tipos de tecnologia de carbono seja refletida nas inscrições, incluindo soluções de engenharia como a captura direta de ar, na qual processos químicos separam o carbono do ar e o armazenam. Eles disseram que também esperam entradas baseadas na mineralização e melhor intemperismo, bem como soluções naturais, como aquelas que dependem de árvores, plantas ou do oceano para remover carbono.

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