Governo digital amplia a atração de investimento estrangeiro, diz FMI

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A pandemia do novo coronavírus forçou não apenas empresa, mas governos, a se digitalizarem. Além de ajudar a população, serviços online de entes públicos acabam tendo um efeito colateral positivo: atrair mais investimento estrangeiro direto.

Um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) fez, pela primeira vez, a correlação entre o “e-governo” e os investimentos, fundamentais para reaquecer a economia. De acordo com o estudo, publicado em resumo no blog da instituição multilateral, baseado nos dados de 178 países nos últimos 16 anos, entre 2003 e 2018, revela que a presença de serviços de governo eletrônico parece estimular o fluxo de investimento estrangeiro direto.

“Os países que implementam e adotam tecnologias de informação e comunicação fortes, independentemente do seu nível de desenvolvimento, atraem mais recurso em comparação com os países com acesso mais fraco à Internet. A conexão positiva entre o governo eletrônico e o investimento estrangeiro direto é clara” afirma o FMI em seu blog.

Serviços governamentais eletrônicos ocorrem com mais frequência em países mais abertos, planejados e transparentes. Também indica governos mais eficientes, outra característica importante para atrair investimentos e favorecer negócios.

Esta pesquisa sugere, segundo o FMI, que os países devem se concentrar no desenvolvimento de serviços de governo eletrônico como parte de sua estratégia para atrair mais investimento estrangeiro direto. “Mas, para reduzir a divisão entre as economias de alta e baixa renda e fornecer serviços digitais a todas as pessoas, os governos precisam pressionar por uma melhor infraestrutura de tecnologia de informação e comunicação. Este é um componente crítico para serviços eficazes de governo eletrônico. Paralelamente, os governos devem trabalhar para tornar a Internet acessível, acessível e segura para todos”, informou.

O Fundo lembra ainda que apesar de ser um bem essencial para pessoas e atividades econômicas, o acesso à internet ainda é muito desigual no mundo. Mas ser um país em desenvolvimento não é uma sentença de problemas para o acesso à internet e para serviços governamentais digitais. “vários países em desenvolvimento, como Butão, Bangladesh e Camboja, tornaram-se líderes no desenvolvimento de infraestrutura de governo eletrônico. Essas nações avançaram do grupo intermediário de países no índice para se tornarem algumas das mais bem classificadas entre os países em desenvolvimento em 2020”, disse.

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