Empresas mundiais aceleram calendário para carbono zero

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Cada vez mais empresas prometem carbono zero, e com prazos cada vez mais curtos. Já são mais de 50 grandes companhias nos Estados Unidos que  se comprometeram a ser neutras em carbono até 2040, numa tentativa de controlar as mudanças climáticas, principalmente a elevação das temperaturas no mundo. São mudanças que vão além da adoção de materiais ou de métodos de produção sustentáveis, mas que envolvem ainda transformações culturais que atendem às demandas de funcionários e consumidores, além dos objetivos corporativos.

As empresas são de diversos setores, como varejo, logística e tecnologia, entre outras áreas. Esta nova leva de empresas americanas, turbinadas com a mudança do governo do país, se soma às iniciativas de companhias em outros locais do mundo, sobretudo europeias. O setor automotivos é um dos que mais vem investindo, com ações para fabricar cada vez mais carros elétricos, um exemplo disso é a Volvo, que nesta semana anunciou que até 2030 todos os modelos da empresa serão exclusivamente elétricos.

Nos últimos dias, a FedEx — gigante do setor de transportes –, prometeu neutralidade de carbono até 2040. Ou seja, 10 anos mais rápido do que o cronograma estabelecido pelo acordo climático de Paris, a partir de um investimento inicial de US$ 2 bilhões para começar a eletrificar sua frota de mais de 180 mil veículos e US$ 100 milhões para um novo Centro de Captura de Carbono Natural em Yale, Estados Unidos.

“Conversamos com nossos clientes quase todos os dias sobre essas questões”, disse Mitch Jackson, diretor de sustentabilidade da empresa a jornais americanos. “Sustentabilidade não é mais uma coisa discricionária. Eu acho que realmente se tornou central para muitas das considerações no pensamento. ”

IBM, Microsoft, Unilever, Johnson Controls, Coca-Cola, Uber, Amazon e Best Buy, entre outras companhias do país, integram a iniciativa Climate Pledge, que além de comprometidas em melhorar o ambiente global, querem motivar outras companhias a investir na redução de carbono.

Em 2016, a espanhola Acciona — empresa de energia e infraestrutura –, se tornou neutra em carbono. O que significa que passou a depender inteiramente de combustíveis renováveis ​​ou compensar a queima de combustíveis fósseis com a captura e armazenamento de dióxido de carbono na atmosfera.

Apesar dos investimentos em iniciativas sustentáveis, alguns entraves se impõem para as empresas, pois mesmo com a aquisição de frotas automotivas elétricas, o abastecimento destes veículos pode vir de energia produzida a partir de gás natural. Enfim, são inúmeros desafios para atingir essa meta audaciosa.

De acordo com informações da FedEx, com a neutralidade, ela removerá menos de 0,3 por cento das emissões de gases de efeito estufa dos Estados Unidos. Todo um esforço que visa combater o que na avaliação da companhia é: “a mudança climática é maior do que qualquer negócio”.

Para especialistas, esses anúncios com planos completos e metas estruturadas funcionam como incentivo para que empresas menores e cadeias de suprimentos também adotem planos para redução de emissão de gases.

A transformação completa é um desafio. Se para o setor privado será mais fácil atingir as metas até 2040, os especialistas avaliam que o setor público terá maior dificuldade para chegar a emissão zero. Mesmo com medidas já adotadas, especialistas apontam que ainda há muito a ser feito.

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