Pesquisa mostra que executivos brasileiros estão mais otimistas com retomada da economia que média global

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Realizada em janeiro e fevereiro de 2021, a 24ª Pesquisa Anual Global de CEOs da PwC, mostra que 85% dos executivos brasileiros acreditam que a economia mundial terá um desempenho melhor em 2021. A expectativa do empresariado brasileiro é mais positiva que a mundial: no levantamento global da consultoria, que ouviu mais de cinco mil líderes de companhias, 78% se mostraram otimistas com o futuro.

“Após um ano de tragédia humana e grandes dificuldades econômicas, é encorajador ver que as pessoas responsáveis pela tomada de decisões de investimento e por contratações de pessoal estão se sentindo cautelosamente otimistas em relação ao ano à frente”, analisa Marco Castro, sócio-presidente da PwC Brasil.

A pesquisa ainda aponta que 48% dos CEOs brasileiros disseram esperar um aumento moderado das contratações, de 3% a 9% de sua força de trabalho, enquanto 14% preveem um aumento nas contratações superior a 10% do atual quadro de funcionários. No entanto, 73% dos CEOs brasileiros acreditam que o aumento da dívida dos governos elevará suas obrigações tributárias, enquanto 87% acham que precisarão mudar sua estrutura de custos por causa dessa tendência.

Além das expectativas destes gestores, a pesquisa buscou informações sobre o modo como eles estão reinventando suas empresas para mitigar os efeitos de disrupções globais – como o impacto da Covid-19 – e garantir um crescimento sustentável. Segundo a PwC, esses percentuais são recorde desde que o levantamento começou a ser realizado. 

Apesar do otimismo, os brasileiros seguem com as questões tributárias no topo de suas preocupações. O levantamento mostra que a incerteza sobre política tributária preocupa mais do que a pandemia ou outras crises sanitárias, com 56% das menções frente a 54%, respectivamente. As ameaças cibernéticas aparecem com 42% das referências dos executivos brasileiros, mudanças climáticas com 35% e “misinformation” (34%). 

Para os brasileiros, as obrigações tributárias têm foco maior que para as demais economias: 59% (CEOs do Brasil) x 33% (CEOs globais), o mesmo vale para volatilidade cambial com 56% versus 38%. No entanto, em outros pontos como: ameaças cibernéticas, nota-se que 44% dos gestores do Brasil indicaram o tema como preocupações, enquanto o percentual global foi de 59%. O mesmo se repete para: disponibilidade de competências essenciais (39% no Brasil x 49% no mundo); distúrbios na cadeia de abastecimento (38% no Brasil x 44% no mundo) e mudanças climáticas e danos ambientais (32% no Brasil x 40% no mundo).

A tão falada transformação digital, que teve seus processos ampliados e acelerados  com a pandemia, está no radar dos executivos do país. No total, 61% dos CEOs brasileiros indicaram que devem investir 10% ou mais na  transformação digital de seus negócios. Esses executivos também projetam aumentar em 10% ou mais os seus custos com segurança de dados e privacidade cibernética. Já 47% dos brasileiros disseram que devem apostar no desenvolvimento de talentos e líderes. 

Com o meio ambiente na agenda das principais lideranças mundiais, o tema também parece ter entrado de fato nos planos dos executivos brasileiros. O estudo da PwC mostra que o percentual de gestores brasileiros  que consideram as mudanças climáticas uma preocupação extrema mais que dobrou, passou de 14% em 2020 para 35% em 2021. Momento mais forte do que o verificado globalmente, que registrou aumento de 24% para 30%.

O relatório mostra que o temor em relação ao excesso de regulação, no Brasil, caiu da 4ª para a 10ª posição no ranking, algo semelhante ao registrado pela preocupação com a falta de infraestrutura básica, que pulou do 5º para o 16º lugar. 

De acordo com o levantamento, os brasileiros apontam o desempenho dos Estados Unidos (40%) e da China (33%) como fundamentais para as perspectivas de crescimento de suas empresas nos próximos 12 meses. Em terceiro aparece a Alemanha, com 13% das referências dos profissionais. Enquanto os países que mais apostam no Brasil como mercado prioritárias são Argentina (44%) e Uruguai (41%).

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