Modelo híbrido é o preferido para pós-pandemia para mais da metade dos trabalhadores, diz pesquisa

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Como será o trabalho no pós-pandemia? Muitas instituições estão pesquisando e propondo modelos, dos mais diversos. A consultoria americana McKinsey & Company apresentou uma abordagem diferente: perguntou aos empregados. E o levantamento global aponta que a maior parte dos trabalhadores prefere um modelo híbrido, que combine alguns dias no escritório com outros de home office.

De acordo com o levantamento global, feito com 5.043 trabalhadores em todas as regiões do planeta em janeiro, 52% preferem um modelo híbrido de trabalho, contra 30% que escolhiam esta forma em 2019, antes da pandemia. Atualmente, 37% dos entrevistados afirmam que preferem o trabalho presencial, contra 62% antes do novo coronavírus. E os que defendem o trabalho totalmente remoto subiu de 8% em 2019 para 11% agora.

Entretanto há muita desinformação sobre o futuro, o que gera ansiedade. Segundo a McKinsey, apenas 32% dos trabalhadores se sentem bem informados sobre como deve ser o pós-pandemia, 28% vagamente informados e 40% sem informações sobre o futuro. 

“À medida que os líderes organizacionais traçam o caminho em direção ao mundo pós-pandêmico, eles precisam se comunicar com mais frequência com seus funcionários – mesmo que seus planos ainda não tenham se solidificado totalmente. As organizações que articularam políticas e abordagens mais específicas para o futuro local de trabalho viram o bem-estar e a produtividade dos funcionários aumentarem”, disse o documento.

De acordo com a consultoria, isso se relaciona à apreensão dos funcionários. 47% dos entrevistados concordam que “a falta de uma visão clara sobre os planos pós-pandêmicos causa preocupação ou ansiedade”, contra 18% que discordam desta informação e 35% que afirmam estarem neutros a esta questão.

“Em organizações que estão se comunicando vagamente, ou nada, sobre o futuro do trabalho pós-pandêmico, quase metade dos funcionários diz que isso está causando preocupação ou ansiedade. A ansiedade é conhecida por diminuir o desempenho no trabalho, reduzir a satisfação no trabalho e afetar negativamente as relações interpessoais com os colegas, entre outros males. Para a economia global, a perda de produtividade devido a problemas de saúde mental – incluindo ansiedade – pode chegar a US$ 1 trilhão por ano”, diz o documento.

A pesquisa indica que 6% dos entrevistados afirmaram estar em “nível muito alto” de  burnout, e outros 15% indicaram estar em nível elevado. Entretanto, 28% afirmaram estar “um pouco” estressados, 29% com nível baixo de burnout e 22% sem esgotamento.

Por último, o levantamento indica que a situação familiar do funcionário importa. “O que os pais dizem. Funcionários com filhos pequenos são os mais propensos a preferir locais de trabalho flexíveis, com apenas 8% sugerindo que gostariam de ver um modelo totalmente no local no futuro. Funcionários sem filhos menores de 18 anos têm quase três vezes mais probabilidade de preferir o trabalho no local, mas a maioria ainda prefere modelos mais flexíveis.”

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