Mais de 20% do crédito concedido em 2020 foi destinado para economia verde, diz Febraban

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No dia do Planeta e da Cúpula de Líderes sobre o Clima, convocada pelo presidente americano Joe Biden, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que, em 2020, 20% do crédito concedido no país já foi destinado para a economia verde. Apesar disso, a entidade afirma que é preciso ampliar este percentual.

“Precisamos aumentar ainda mais a participação da economia verde nas carteiras de crédito dos bancos. A revisão da metodologia é um passo importante nesse sentido. Seus resultados podem ser utilizados para direcionar fluxos de capitais para as atividades com maior contribuição socioambiental, formular estratégias para gerir riscos associados às mudanças climáticas e identificar novas oportunidades de negócios”, afirma Isaac Sidney, presidente da Febraban.

Segundo a entidade, os dados fazem parte do relatório “Sustentabilidade e Mudanças Climáticas:recursos intermediados pelo setor bancário no Brasil” elaborado pela Febraban em parceria com o Departamento de Economia da PUC-Rio. O dado da Febraban representa uma evolução significativa em relação ao criado em 2015. Ela incorporou diversas referências internacionais, como a Task Force on Climate-related Financial Disclosures (TCFD), do Financial Stability Board (FSB), a classificação da União Europeia, os Climate Bonds Standards e os Social Bond Principles.

“Os bancos terão agora novos instrumentos para desenvolver estratégias para aumentar ainda mais a participação de setores relacionados à Economia Verde em suas carteiras de crédito. Essa classificação foi desenvolvida inicialmente pela Federação em 2015 para mensurar a alocação de recursos financeiros em atividades ligadas à redução da emissão de carbono, eficiência no uso de recursos naturais e inclusão social”, afirma a entidade no estudo.

O relatório também passou a mapear o volume de crédito concedido a setores que, pela natureza das atividades, têm maior exposição ao risco ambiental e às atividades com maior exposição aos riscos físicos e de transição associados às mudanças climáticas. Segundo a Febraban, os percentuais para as duas categorias foram, respectivamente, de 43,6% e 53,29%. Em função das características de algumas atividades, pode haver sobreposição entre as categorias mapeadas. “A conservação de florestas, por exemplo, contribui para a Economia Verde, mas também está sujeita aos riscos físicos das mudanças climáticas”, explica a Febraban.

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