Estudo do FMI mostra que mães foram as mais impactadas economicamente pela pandemia

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Um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgado nesta sexta-feira (30) revela que as mães foram as  mais prejudicadas pandemia de Covid-19. Há um ano a vida de milhares de trabalhadores por todo o mundo foi transformada, com as escolas e creches fechadas, as mães foram as mais impactadas:  fechamento de postos de trabalho, necessidade de redução de jornada para cuidar dos filhos  ou mesmo o abandono dos empregos. Segundo o levantamento do fundo, a conclusão é que no mundo do trabalho, as mulheres com filhos pequenos estão entre as maiores vítimas dos lockdowns econômicos.

“No mundo do trabalho, as mulheres com filhos pequenos estão entre as maiores vítimas do fechamento de postos de trabalho”, disse Kristalina Georgieva,  diretora-geral FMI. 

A pesquisa mostra que um número maior de mulheres com filhos pequenos perdeu o emprego e ou teve redução nas horas trabalhadas em comparação com outras mulheres e homens na análise de Estados Unidos, Reino Unido e Espanha. Nos Estados Unidos, por exemplo, ser mãe de pelo menos uma criança menor de 12 anos reduziu em 3 pontos percentuais a probabilidade de estar empregada, em comparação com um homem em situação familiar semelhante entre abril e dezembro de 2020.

Na análise específica dos  Estados Unidos, o FMI indica que o peso sobre as mães com filhos pequenos representa 45% do aumento da disparidade geral entre os gêneros no emprego. Esse peso também causou uma perda econômica estimada em quase 0,4% do produto entre abril e novembro de 2020.

O fundo avalia que tudo isso deve agravar também a desigualdade de renda. 

“Um exame mais detido revela que as mães sem diploma universitário e as mães de cor foram demitidas ou deixaram o emprego em maior número durante os estágios iniciais da pandemia e estão voltando a trabalhar a um ritmo muito mais lento do que outros grupos de trabalhadores”, destaca o texto do blog da instituição

Com as mães cumprindo um papel crucial durante a pandemia, o FMI defende adoção de medidas de apoio:  Apoio financeiro (créditos fiscais para famílias de baixa renda com filhos, a prorrogação dos benefícios aos desempregados e a assistência para o cuidado infantil), Creches e escolas (reabertura das escolas à lista de prioridades da vacinação. A disponibilidade de creches é crucial para que as mães consigam participar do mercado de trabalho),  Políticas de realocação (governos devem apoiar os trabalhadores na busca de outros empregos e, ao mesmo tempo, minimizar a perda de capital humano, por meio de subsídios à contratação e programas de capacitação, inclusive na área de tecnologia), Acesso a finanças (ampliar o acesso a serviços financeiros poderia ajudar muito as mulheres que querem iniciar ou manter um negócio. Para isso, é essencial aproveitar o potencial da tecnologia financeira para aumentar a inclusão financeira, sobretudo nos países em desenvolvimento). A igualdade de acesso à infraestrutura digital, como o acesso à cobertura móvel e à Internet — bem como a melhoria da educação financeira e digital — pode virar o jogo em favor das mulheres.

De acordo com FMI, essas diferenças foram especialmente pronunciadas nos primeiros meses da crise e se devem, em parte, a diferenças nas políticas públicas. Com os Estados Unidos dando suporte maior aos trabalhadores desempregados, a partir do prolongamento do auxílio-desemprego, enquanto o Reino Unido e Espanha optaram por adotar programas de manutenção do emprego para preservar os laços entre empregados e empregadores. E, conforme já descrito acima, as mulheres foram mais afetadas do que os homens nos Estados Unidos; no Reino Unido, ocorreu o contrário e, na Espanha, o impacto foi semelhante para homens e mulheres.

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