Pesquisa PwC mostra que trade do agronegócio precisa investir em ESG

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Um estudo realizado pela PwC mostra como a adoção de práticas de ESG no agronegócio deve impactar no crescimento do mercado e na sua manutenção. Sendo o Brasil  um dos principais players do agronegócio global, líder na produção e exportação de diversas commodities agropecuárias, com projeções de expansão de até 20% até 2030, é importante que haja transparência nas informações sobre os modelos produtivos e a atuação das cadeias. Segundo a pesquisa, há uma demanda do mercado e as empresas precisam se adequar para garantir o sucesso futuro.

Pelo levantamento da PwC Brasil, realizado em 2020, mostrou que 47% dos respondentes afirmaram ser tão importante ter acesso a informações ESG quanto a informações financeiras da empresa. O que reforça a necessidade do trade do agronegócio investir em soluções que garantam ao Brasil a manutenção do acesso crescente ao mercado mundial de commodities, no qual o país é o líder nas exportações mundiais de soja (57,8%) e de suco de laranja (78%), entre outros produtos.

O estudo da consultoria destaca ainda que o tema da governança e gestão – um dos pilares do ESG – foi apontado como o segundo principal gargalo do setor de agronegócio no Brasil, atrás somente de infraestrutura. Essa informação faz parte da pesquisa “Agronegócio: desafios à competitividade do setor no Brasil”, realizada em 2020 pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) com diferentes stakeholders do setor.

Temas reforçados pela Pesquisa Anual Global de CEOs 2021 da PwC, na qual 47% dos líderes brasileiros do agronegócio acreditam que suas empresas precisam fazer mais para divulgar seu impacto ambiental, ante 39% do resultado global.

Algumas tendências que antes não chegavam ao agronegócio hoje já são realidade no campo, muitas delas aceleradas pela pandemia de Covid-19, que a digitalização do mercado. Atualmente parte da comercialização de grãos é realizada por meio de plataformas digitais, bem como a compra de insumos para as lavouras e fazendas pecuaristas. Outro ponto que ganhou força com a pandemia foi  a maior atenção dos consumidores aos modelos de produção, trazendo para o agronegócio uma atenção maior e ampliando o debate sobre os impactos sobre o meio ambiente.      

O estudo sugere algumas ações para que as organizações do agronegócio brasieiro enfrentem os desafios futuros, tendo em vista que 83% das empresas familiares — perfil da maioria dos negócios do campo — possuem algum mecanismo de governança, mas somente 39% têm alguma política de sustentabilidade.

Entre as principais ações sugeridas, a principal é a adoção de práticas ESG — regulações internacionais e nacionais, mudanças de comportamento do consumidor. É essencial que a estrutura de governança seja robusta e dê segurança aos acionistas de que o plano de negócio está atrelado a uma perspectiva de futuro promissor e sustentável.

 

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