Estudo do WWF mostra que buscas on-line por produtos sustentáveis ​​cresce 71% 

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Uma pesquisa realizada pela Economist Intelligence Unit (EIU), a pedido do WWF, mostra um aumento de 71% nas buscas na internet por produtos sustentáveis entre 2016 e 2020. O dado é parte do mais amplo e atual retrato do ativismo digital em escala global, que analisou informações de 54 países, onde vive 80% da população mundial. O relatório revela um aumento nos cliques dos consumidores atrás de produtos sustentáveis ​​em países de alta renda, como Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha, Austrália e Canadá. Porém a tendência vai além dessas economias: houve também expansão em nações em desenvolvimento e emergentes como, por exemplo, Indonésia (24%) e Equador (120%). Ou seja: a busca por esses ítens vem se configurando como um movimento global de consumo. 

Sob o título “Um Ecodespertar: Medindo a consciência global, engajamento e ação pela natureza”, o estudo revela a criação de novas oportunidades de mercado para as empresas, principalmente nos setores de cosméticos, farmacêutico, moda e alimentos. 

Para o WWF-Brasil, o despertar ecológico é um ponto de atenção para as empresas, que precisam responder adequadamente aos novos desejos dos consumidores.

“É um novo capítulo de consciência pós-greenwashing. Já não é aceitável produzir sem assumir a responsabilidade de, além de reduzir impactos negativos, regenerar o meio ambiente como valor adicional ao modelo de negócio – uma abordagem natureza-positiva”, explica Gabriela Yamaguchi, diretora de sociedade engajada do WWF-Brasil. 

Ela disse ainda que no Brasil as pessoas percebem a perda da natureza de forma mais próxima, pois são diretamente afetadas pelo desmatamento, incêndios, enchentes e secas. Essa consciência e essa preocupação, segundo Gabriela, estão se refletindo nas buscas digitais, que acabam refletindo a adoção de novos hábitos de consumo.

Sobre o Brasil, a pesquisa aponta que é o país que produziu o maior número de assinaturas em campanhas em prol da biodiversidade e natureza no mundo – 14% do total, ou 23 milhões de assinaturas online. Os tuítes relacionados aumentaram 82% no período e o volume de notícias aumentou 60%. Notícias específicas sobre protestos contra a destruição da natureza atingiram o pico em 2019. Esses números revelam que as pessoas estão mudando materialmente seu comportamento em apoio à causa ambiental. Essa mudança afeta retornos historicamente altos em algumas áreas, enquanto abre oportunidades de milhões de dólares em outras. 

De acordo com o estudo, o valor da natureza por meio dos serviços que fornece à economia global é estimado em US$ 44 trilhões – mais da metade do PIB global -, e o setor financeiro tem um papel crítico a desempenhar na mudança dos fluxos financeiros de atividades insustentáveis ​​e na criação de uma economia global “natureza-positiva”. As empresas e instituições financeiras estão cada vez mais reconhecendo os riscos associados à perda de natureza e a colocando no centro de suas estratégias.

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