Maioria dos empresários brasileiros acredita em retomada de seus setores em até um ano depois da vacinação

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Notícias econômicas positivas, turbinadas com fotos de países que parecem estar deixando a crise para trás com o avanço da vacinação, ampliam o otimismo. Uma pesquisa da KPMG sobre os impactos da Covid-19 nos negócios, realizada em 11 estados brasileiros e no Distrito Federal ouvindo empresários de oito setores da economia do país, mostra que a vacinação é o grande motivador do otimismo entre empresários: 85,5% dos respondentes se mostraram otimistas em relação à retomada dos negócios. Essa confiança se mantém mesmo quando questionados quanto à circulação de novas variantes do coronavírus no país: 70,9% disseram que vão manter o mesmo plano de retomada dos negócios, enquanto apenas 29,09% afirmaram que irão repensar o assunto. 

Cerca de 48% deles declaram ainda que o início da vacinação não alterou o plano de negócios de suas empresas e que nem os prazos e projetos sofreram alterações. Apenas para 20% dos empresários houve mudanças nesse sentido. 

O levantamento mostrou que, para 74,5% dos entrevistados, ainda serão necessários de seis meses a um ano após a vacinação contra o novo coronavírus para que o segmento de suas empresas volte a operar normalmente. Mas se para algumas áreas essa retomada será mais breve, 23,6% dos consultados acreditam que isso só deverá acontecer entre dois a cinco anos e 1,8% afirmaram que suas empresas não devem mais voltar a operar normalmente. 

Há mais de um ano em regime de restrições de circulação social para controlar a propagação da Covid-19, os empresários falaram também sobre os impactos nas receitas e lucros de suas organizações a partir das adequações para esse período. Os dados mostram que 34,5% alegaram redução de receita e lucro, 21,82% disseram que houve um aumento nesses índices. Enquanto 20% afirmaram que a empresa não sofreu impacto e conseguiu manter a receita, para 12,7%, houve uma redução de vagas em emprego e de custos e b10,9% disseram ter observado redução de custos.

 “O estudo apontou que temos um cenário de negócio diferente de um ano atrás. Agora, e com a perspectiva de vacinação da população, a maioria dos empresários prevê uma perspectiva de retorno das atividades econômicas no médio prazo e apenas uma pequena parcela não acredita que isso vá acontecer. É um sinal de melhora do ambiente de negócios no país”, analisa Jean Paraskevopoulos, sócio de clientes e mercados da KPMG no Brasil e América do Sul.

Para o estudo, a KPMG ouviu 55 empresários brasileiros de 11 estados do país mais o Distrito Feral, durante o mês de março de 2021. De acordo com a consultoria. foram consultados os setores de serviços (23,6%), financeiro (20%), saúde e ciências da vida (14,5%), consumo e varejo (14,5%), mercado industrial (10,9%), agronegócio (7,2%), tecnologia, mídia, esportes e telecomunicações (5,4%), energia e recursos naturais (3,6%).

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