Pesquisa mostra impactos da pandemia no transporte marítimo internacional e consequências nas exportações do Brasil

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Uma pesquisa do projeto setorial Brazilian Biscuits, Pasta and Industrialized Breads & Cakes, mantido pela Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI), em parceria com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), revela que as empresas exportadoras do Brasils sofreram grande impacto no transporte marítimo neste 1º trimestre de 2021 devido à pandemia de Covid-19. De acordo com dados, o tempo de reserva de carga e o envio efetivo das mesmas subiu de 26 dias para 33 dias. Em alguns casos, esse aumento foi de 20 dias anteriormente para 50 dias agora. 

Além do aumento dos prazos, os preços dos fretes marítimos também tiveram reajustes expressivos, um incremento de 62% nos custos de embarque. 

“Com crescimento da demanda na pandemia e a demora, o aumento de custos nos embarques prejudica o desempenho, cerca de 50% das nossas associadas já perderam exportações”, explica Rodrigo Iglesias, diretor Internacional da ABIMAPI.

Iglesias explica que grandes empresas e multinacionais como fazem embarques constantes acabam tendo uma certa prioridade na hora de realizar o serviço de entrega dos alimentos, enquanto as pequenas e médias empresas que não têm uma regularidade mensal para os embarques, acabam sendo prejudicadas. 

“Trabalhamos com alimentos essenciais para a população, por isso a urgência em medidas que tornem o processo mais assertivo e funcional é fundamental”, completa.

Mais de 80% das companhias exportadoras utilizam contêineres 20′ Dry, 40′ Dry ou 40′ High Cube. O destaque vai para contêineres 20´ Dry, que sozinhos respondem por mais de 40% da demanda exportadora. Tal concentração nesse tipo de equipamento para embarque de cargas pode explicar o motivo da empresa ter dificuldade de encontrá-los, além da espera para o carregamento pode ser grande e custosa. Entre os Países com maiores dificuldades no embarque estão: Arábia Saudita; Canadá; China; Colômbia; Emirados Árabes; Estados Unidos; Kuwait; Japão e Venezuela

A maioria das cargas estão nos estados de São Paulo (35%), Rio Grande do Sul (24%), Paraná (13%) e Santa Catarina (10%). São Paulo e os estados do Sul somam 82% do total do país. Qual a consequência? Os portos de Santos (41%), Rio Grande (24%), Paranaguá (10%) e Navegantes (10%), concentram 85% dos carregamentos de todo o Brasil.

“Mais disponibilidade de datas para embarque, aumento da frota de navios para atendimento da demanda mundial e disponibilizar mais navios e contêineres para regular demanda e oferta, são algumas das soluções para a melhoria de custos e condições do embarque das mercadorias”, completa Iglesias.

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